A PJ anunciou esta sexta-feira a apreensão de cocaína suficiente para 1,27 milhões de doses individuais, numa operação em que deteve três alegados membros de uma rede que levava a droga da América do Sul para Espanha, via Portugal.
«A cocaína apreendida vinha dissimulada num contentor proveniente do Panamá, contendo como carga alfandegária declarada mobiliário para jardim. O contentor onde se encontrava a carga tinha como destino declarado o porto de Leixões», explicou o director da Polícia Judiciária (PJ) do Porto, Baptista-Romão, em conferência de imprensa.
A cocaína, apreendida no âmbito da operação «Sempre à Coca», estava em 330 embalagens, com o peso bruto total aproximado de 127 quilos.
Para além da droga, a PJ apreendeu aos detidos duas armas de fogo transformadas, de calibre 4.5 milímetros, uma embalagem de munições, dois automóveis e 3.500 euros.
Os detidos - explicou o director da PJ/Porto - são um português e dois sul-americanos, com idades entre 23 e 36 anos, «os quais integravam, presumivelmente, o topo da hierarquia na organização criminosa transcontinental ora desmantelada».
O português foi já sujeito a primeiro interrogatório judicial, ficando a aguardar o desenvolvimento do processo em prisão preventiva. Os estrangeiros ainda não conhecem medida de coacção.
De acordo com o coordenador da PJ/Porto Fernando Xavier, a organização criminosa agora desmantelada operava desde 2006. «É seguro que a totalidade da cocaína agora apreendida se destinava ao mercado espanhol. Portugal seria um posto de trânsito no meio disto tudo», acrescentou Fernando Xavier.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Portugal agrava distância entre ricos e pobres

Os ricos estão mais ricos e os pobres mais pobres. A desigualdade continua a aumentar em Portugal, afirma a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, que atribuiu a 28.ª posição a Portugal. Pelo contrário, México, Grécia e Reino Unido diminuíram o fosso
Portugal apresenta um dos maiores índices de desigualdade na distribuição dos rendimentos da sua população, em valores reportados a 2005. O estudo é da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), que agrupa os 30 países mais industrializados do mundo.
No seu relatório "Crescimento e Desigualdade", ontem divulgado, a OCDE afirma que o fosso entre ricos e pobres aumentou em 23 dos seus 30 países membros (Espanha, França e Irlanda destacam-se entre as excepções), bem como a pobreza infantil. Em contrapartida, a faixa etária entre os 55 e os 75 anos "viu os seus rendimentos aumentar mais nos últimos 20 anos", sendo a pobreza entre os pensionistas inferior à média da população da OCDE. Neste lapso de tempo, as famílias ricas melhoraram muito a sua situação em relação aos pobres. Porém, alguns países registaram melhores resultados do que outros: desde 2000, por exemplo, o fosso entre ricos e pobres aumentou no Canadá, Alemanha, Noruega, EUA, Itália e Finlândia, mas diminuiu no México, Grécia, Austrália e Reino Unido. Nos países onde as diferenças sociais são mais importantes, o risco de pobreza é maior e a mobilidade social mais baixa, segundo a organização.
O nível de desigualdade é dado pelo coeficiente de Gini, tanto maior, quanto maior for essa desigualdade. A média dos 30 países da OCDE em 2005, situa-se em 0,311; os países mais igualitários são a Dinamarca (0,232) e a Suécia (0,234); os mais desiguais são o México (0,474) e a Turquia (0,430). Em 28.º lugar surge Portugal, com 0,385, logo a seguir aos EUA, com um coeficiente de Gini de 0,381. O valor de Portugal em meados da década actual representa um agravamento desde o ano 2000, que poderá estar ligado à crise da economia nacional e à recessão em 2003. Já quanto ao limiar da pobreza, Portugal ocupa a 20.ª posição entre os 30 países avançados. Ele corresponde a 60% do rendimento mediano no países, depois de impostos e transferências, isto é, depois da intervenção da política de redistribuição de rendimentos de cada Estado. O valor encontrado para Portugal é de 20,7% da população abaixo da linha de pobreza, que corresponde ao valor equivalente a 20 anos atrás, mas traduz uma tendência de melhoria desde 1995, altura na qual a população em risco de pobreza ascendia a 22,1%.
A taxa média de pobreza nos 30 países da OCDE situa-se nos 17,4%. Os países com menor número relativo de pobres são a República Checa (11,5%) e a Dinamarca (12,3%), enquanto as mais altas taxas se encontram no México (25,3%) e na Turquia (24,3%). A OCDE pediu aos países para "fazerem muito mais" na promoção de um emprego remunerado, capaz de fazer desse trabalho um meio para lutar contra a pobreza.|
onde o mundo vai parar em ?
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Romance em Portugal
Viaje com quem mais gosta. Mesmo que seja por poucos dias, o clima ameno, a variedade de paisagens e os ambientes românticos garantem momentos de paixão.
Escolha locais de sonho, com histórias inspiradoras e deixe-se levar pelos sentidos.
Descanse em palácios antigos. Adaptados aos tempos modernos e restaurados com o maior cuidado, têm o conforto que é necessário para esquecer a rotina. Não vai resistir ao encantamento de ficar no Palácio Belmonte em Lisboa ou se deixar envolver pela natureza da Serra do Buçaco.
Se é a paisagem que o inspira, temos lugares de charme para o receber bem. A tradição faz parte do encanto e a tranquilidade de espírito é o que não falta no Convento de São Paulo no Alentejo ou nas paisagens deslumbrantes do Vale do Douro.
Who travels with more likes. Exactly that it is per few days, the ameno climate, the romantic variety of landscapes and environments guarantee passion moments. Choice local of dream, with inspired histories and is left to lead for the directions. It rests in old palaces. Adapted to the modern and restored times with the well-taken care of greater, they have the comfort that it is necessary to forget the routine. It does not go to resist the encantamento to be in the Belmonte Palace in Lisbon or if to leave to involve for the nature of the Mountain range of the Buçaco. If it is the landscape inspires that it, we have charm places to receive it well. The tradition is part of the enchantment and the tranquilidade of spirit is what it does not lack in the Convent of São Paulo in the Alentejo or the flaring landscapes of the Valley of the Douro.
Escolha locais de sonho, com histórias inspiradoras e deixe-se levar pelos sentidos.
Descanse em palácios antigos. Adaptados aos tempos modernos e restaurados com o maior cuidado, têm o conforto que é necessário para esquecer a rotina. Não vai resistir ao encantamento de ficar no Palácio Belmonte em Lisboa ou se deixar envolver pela natureza da Serra do Buçaco.
Se é a paisagem que o inspira, temos lugares de charme para o receber bem. A tradição faz parte do encanto e a tranquilidade de espírito é o que não falta no Convento de São Paulo no Alentejo ou nas paisagens deslumbrantes do Vale do Douro.
Who travels with more likes. Exactly that it is per few days, the ameno climate, the romantic variety of landscapes and environments guarantee passion moments. Choice local of dream, with inspired histories and is left to lead for the directions. It rests in old palaces. Adapted to the modern and restored times with the well-taken care of greater, they have the comfort that it is necessary to forget the routine. It does not go to resist the encantamento to be in the Belmonte Palace in Lisbon or if to leave to involve for the nature of the Mountain range of the Buçaco. If it is the landscape inspires that it, we have charm places to receive it well. The tradition is part of the enchantment and the tranquilidade of spirit is what it does not lack in the Convent of São Paulo in the Alentejo or the flaring landscapes of the Valley of the Douro.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Sete portugueses feridos na Galiza já regressaram a casa

Os sete trabalhadores portugueses que ficaram feridos num acidente de viação registado em Verín, Ourense, na Galiza, já regressaram a casa, horas depois de terem recebido alta hospitalar. Dois trabalhadores, de Baião e Gondomar, morreram.
The seven Portuguese workers who had been wounded in an accident of means of transportation registado in Verín, Ourense, in the Galiza, already had returned the house, hours after having received high hospital. Two workers, of Baião and Gondomar, had died.
Crise pode gerar mais 20 milhões de desempregados
A crise financeira poderá levar a um aumento de 20 milhões de desempregados no mundo inteiro até ao final de 2009, advertiu o director da Organização Internacional do Trabalho, Juan Somavia.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Apesar de ter descido, a taxa de pobreza em Portugal é ainda superior à média europeia

Lisboa - Assinala-se, hoje, o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza e segundo dados da Comissão Europeia Portugal é um dos poucos países onde a taxa pobreza de pobreza desceu, sendo actualmente de 18%, ainda superior aos 16% da média europeia.
O director para o Protecção Social e Integração da Comissão Europeia, Jérôme Vignon, referiu em Marselha que «Os resultados até agora não são brilhantes.» A taxa de pobreza da União Europeia (UE) está nos 16 por cento desde 2000.
Segundo dados avançados pelo Eurostat, desde que a UE assumiu o compromisso de lutar contra a pobreza, em Lisboa, em 2000, a situação piorou na Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Hungria, Itália, Lituânia, Letónia, Luxemburgo, Polónia, Suécia e Roménia. Só em Portugal, na Irlanda, na Holanda e em Malta há registo de melhorias.
Vladimir Spidla, comissário europeu do Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades lembra que «A Europa é uma das zonas mais ricas do mundo e, mesmo assim, tem 78 milhões de pessoas a viver no limiar da pobreza».
Segundo a Associação Cais, em Portugal 18 por cento da população vive abaixo do limiar da pobreza com salários mensais entre os 360 e os 366 euros.
A Assistência Médica Internacional (AMI) alerta o facto de que o número de pessoas que procuram os seus serviços de apoio não pára de aumentar.
A Caritas, segundo o seu presidente, Eugénio da Fonseca, confirma os dados afirmando que «há uma maior afluência de pessoas aos centros de atendimento», realçando com muitas situações resultam do endividamento e por fim diz que as famílias que solicitam ajuda são, sobretudo, da classe média baixa.
No Orçamento de Estado para 2009, os montantes atribuídos para a Acção Social crescem 33,3 por cento. Em 2007, a subida foi de 2,2 por cento e em 2008 foi de 5,3 por cento.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Portugal violento
Falhanço!
Está precisamente a passar dos limites toleráveis. Esta situação que se vive hoje em Portugal é a mais perigosa da Europa.
O estado democrático português não está a saber lidar com as questões relativas à segurança dos cidadãos.
Os sucessivos Governos têm uma má relação com o tema da Segurança Interna. Má consciência?
O que se passa hoje é o resultado de 30 anos de falta de visão política global e de avulso deslumbramento intelectual.
Portugal está a falhar em toda a linha, interna e externamente.
Falhanço total? Ainda podemos ir a tempo de sair deste ambiente perigoso?
Responsáveis?
...
A culpa é da globalização?
Disparate. É verdade que é uma situação irreversível e deve ser aceite pelas suas características intrínsecas, mas a segurança interna de um país, mesmo democrático e europeu é sempre um tema de liderança e capacidade de previsão, mais a reposta que se impuser pelas circunstâncias.
O país está a derivar perigosamente para um beco pouco saudável.
Aos contribuintes está a chegar a responsabilidade da resposta. Se um estado não responde, deve responder quem paga.
Os outros, os que não pagam encontram-se talvez divertidos a observar uma situação que também lhes pode estalar nas mãos.
Cuidado com as consequências!
Falhanço! It is necessarily to pass of the tolerable limits. This situation that if lives today in Portugal is most dangerous of the Europe. The Portuguese democratic state is not namely to deal with the relative questions the security of the citizens. The successive Governments have one me the relation with the subject of the Internal Security. Bad conscience? What it is transferred today is the result of 30 years of lack of vision global politics and doubtful intellectual deslumbramento. Portugal is to fail in all the line, intern and external. Total Falhanço? Still we can go in time to leave this dangerous environment? Responsible? … The guilt is of the globalization? Nonsense. It is truth that is a irreversible situation and must be acceptance for its intrinsic characteristics, but the internal security of a country, exactly democratic and European it is always a subject of leadership and capacity of forecast, more the reply that if to impose for the circumstances. The country is to derive dangerously for a little healthful alley. To the contributors it is to arrive the responsibility of the reply. If a state does not answer, must answer who paid. Perhaps the others, the ones that do not pay meet amused to observe a situation that also can estalar to them in the hands. Care with the consequências!
Está precisamente a passar dos limites toleráveis. Esta situação que se vive hoje em Portugal é a mais perigosa da Europa.
O estado democrático português não está a saber lidar com as questões relativas à segurança dos cidadãos.
Os sucessivos Governos têm uma má relação com o tema da Segurança Interna. Má consciência?
O que se passa hoje é o resultado de 30 anos de falta de visão política global e de avulso deslumbramento intelectual.
Portugal está a falhar em toda a linha, interna e externamente.
Falhanço total? Ainda podemos ir a tempo de sair deste ambiente perigoso?
Responsáveis?
...
A culpa é da globalização?
Disparate. É verdade que é uma situação irreversível e deve ser aceite pelas suas características intrínsecas, mas a segurança interna de um país, mesmo democrático e europeu é sempre um tema de liderança e capacidade de previsão, mais a reposta que se impuser pelas circunstâncias.
O país está a derivar perigosamente para um beco pouco saudável.
Aos contribuintes está a chegar a responsabilidade da resposta. Se um estado não responde, deve responder quem paga.
Os outros, os que não pagam encontram-se talvez divertidos a observar uma situação que também lhes pode estalar nas mãos.
Cuidado com as consequências!
Falhanço! It is necessarily to pass of the tolerable limits. This situation that if lives today in Portugal is most dangerous of the Europe. The Portuguese democratic state is not namely to deal with the relative questions the security of the citizens. The successive Governments have one me the relation with the subject of the Internal Security. Bad conscience? What it is transferred today is the result of 30 years of lack of vision global politics and doubtful intellectual deslumbramento. Portugal is to fail in all the line, intern and external. Total Falhanço? Still we can go in time to leave this dangerous environment? Responsible? … The guilt is of the globalization? Nonsense. It is truth that is a irreversible situation and must be acceptance for its intrinsic characteristics, but the internal security of a country, exactly democratic and European it is always a subject of leadership and capacity of forecast, more the reply that if to impose for the circumstances. The country is to derive dangerously for a little healthful alley. To the contributors it is to arrive the responsibility of the reply. If a state does not answer, must answer who paid. Perhaps the others, the ones that do not pay meet amused to observe a situation that also can estalar to them in the hands. Care with the consequências!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Braga
Ruínas romanas de Bracara Augusta (Braga): a cidade de Bracara Augusta foi fundada pelo Imperador Augusto entre o ano 3 A.C. e o ano 4 da nossa era, vindo a tornar-se capital da província da Gallaecia, no séc. III.
No séc. IV, após a conversão ao Cristianismo, Bracara Augusta torna-se sede de Bispado. Posteriormente, foi ocupada pelos Sevos e Visigodos ( séc. IV) e pelos Árabes ( séc.VI). O Projecto de Salvamento de Bracara Augusta teve início na década 70 com o objectivo de conhecer melhor as diferentes fases da história da cidade bem como preservar os testemunhos arqueológicos ainda existentes.
Santuário do Bom Jesus do Monte (Braga): o Santuário de Bom Jesus do Monte é considerado um dos mais bonitos de Portugal. Este santuário, uma obra de Carlos Amarante, evoca o amor a Deus e encontra-se rodeado de esplêndidos jardins. Para lá chegar tem duas opções: ou apanha o elevador ou sobe os extraordinários 17 lanços de escadas, que divergem e convergem ao lado de vasos, estátuas e fontes realmente impressionantes.
As capelas que ladeiam o pátio evocam os temas bíblicos da Assunção, da Aparição da Madalena e do Encontro de Emaús, separadas por fontes dedicadas aos quatro evangelistas: S. Marcos, S. Lucas, S. João e S. Mateus.
Igreja de Santa Cruz (Braga): construída no século XVIII, a igreja de Santa Cruz é do estilo barroco maneirista. No interior, destacam-se a talha dourada, a nave muito alta formada por uma abóbada de pedra esquartelada, bem como o órgão e os púlpitos.
Sé Catedral (Braga): dentro da cidade de Braga, bem no Centro Histórico, encontra-se a Sé Catedral e o seu tesouro, verdadeiras relíquias bracarenses. Este espantoso monumento, construído sob os estilos gótico, renascentista e barroco, foi fundado em 1070, destacando-se o ornamentado telhado, concebido por João de Castilho, o arquitecto do Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.
Outro ponto de referência na Sé Catedral são os 12 painéis de cerâmica, concebidos pelo professor Álvaro Rocha, que espelham as Estações da Cruz e que se situam por trás do altar-mor.
Ruins Romans of August Bracara (Braga): the city of August Bracara was established by the August Emperor between year 3 B.C. and year 4 of our age, come to become capital of the province of the Gallaecia, in séc. III. In séc. IV, after the conversion to the Christianity, August Bracara headquarters of Bispado become. Later, she was busy for the Sevos and Visigodos (séc. IV) and for the Arabs (séc.VI). The Projecto de Salvamento de August Bracara had beginning in decade 70 with the objectivo to better know the different phases of the history of the city as well as preserving still existing the archaeological certifications. Sanctuary of the Good Jesus of the Mount (Braga): the Sanctuary of Good Jesus of the Mount is considered one of prettiest of Portugal. This sanctuary, a workmanship of Carlos Amarante, evokes the love the God and meets encircled of splendid gardens. To arrive there it has two options: or apanha the elevator or goes up extraordinary the 17 throwings of stairs, that divergem and converge to the side of vases, really impressive statues and sources. The chapels that tip the patio evoke the Biblical subjects of the Installation, of the Appearance of the Madalena and the Meeting of Emaús, separate for dedicated sources to the four evangelistas: S. Landmarks, S. Lucas, S. João and S. Mateus. Church of Santa Cruz (Braga): constructed in century XVIII, the church of Santa Cruz is of the maneirista baroque style. In the interior, they are distinguished it golden cut, the high ship very formed by a vault of esquartelada rock, as well as the agency and pulpits. If Cathedral (Braga): inside of the city of Braga, good in the Historical Center, meets it If Cathedral and its treasure, true bracarenses relics. This amazing monument, constructed under the styles gótico, renascentista and baroque, was established in 1070, being distinguished the decorated roof, conceived for João of Castilho, arquitecto of the Monastery of the Jerónimos in Lisbon. Another control point in If the Cathedral are the 12 ceramics panels, conceived for the professor Alvaro Rock, that espelham the Stations de a Cruz and that they are placed for backwards of the altar-mor.
No séc. IV, após a conversão ao Cristianismo, Bracara Augusta torna-se sede de Bispado. Posteriormente, foi ocupada pelos Sevos e Visigodos ( séc. IV) e pelos Árabes ( séc.VI). O Projecto de Salvamento de Bracara Augusta teve início na década 70 com o objectivo de conhecer melhor as diferentes fases da história da cidade bem como preservar os testemunhos arqueológicos ainda existentes.
Santuário do Bom Jesus do Monte (Braga): o Santuário de Bom Jesus do Monte é considerado um dos mais bonitos de Portugal. Este santuário, uma obra de Carlos Amarante, evoca o amor a Deus e encontra-se rodeado de esplêndidos jardins. Para lá chegar tem duas opções: ou apanha o elevador ou sobe os extraordinários 17 lanços de escadas, que divergem e convergem ao lado de vasos, estátuas e fontes realmente impressionantes.
As capelas que ladeiam o pátio evocam os temas bíblicos da Assunção, da Aparição da Madalena e do Encontro de Emaús, separadas por fontes dedicadas aos quatro evangelistas: S. Marcos, S. Lucas, S. João e S. Mateus.
Igreja de Santa Cruz (Braga): construída no século XVIII, a igreja de Santa Cruz é do estilo barroco maneirista. No interior, destacam-se a talha dourada, a nave muito alta formada por uma abóbada de pedra esquartelada, bem como o órgão e os púlpitos.
Sé Catedral (Braga): dentro da cidade de Braga, bem no Centro Histórico, encontra-se a Sé Catedral e o seu tesouro, verdadeiras relíquias bracarenses. Este espantoso monumento, construído sob os estilos gótico, renascentista e barroco, foi fundado em 1070, destacando-se o ornamentado telhado, concebido por João de Castilho, o arquitecto do Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.
Outro ponto de referência na Sé Catedral são os 12 painéis de cerâmica, concebidos pelo professor Álvaro Rocha, que espelham as Estações da Cruz e que se situam por trás do altar-mor.
Ruins Romans of August Bracara (Braga): the city of August Bracara was established by the August Emperor between year 3 B.C. and year 4 of our age, come to become capital of the province of the Gallaecia, in séc. III. In séc. IV, after the conversion to the Christianity, August Bracara headquarters of Bispado become. Later, she was busy for the Sevos and Visigodos (séc. IV) and for the Arabs (séc.VI). The Projecto de Salvamento de August Bracara had beginning in decade 70 with the objectivo to better know the different phases of the history of the city as well as preserving still existing the archaeological certifications. Sanctuary of the Good Jesus of the Mount (Braga): the Sanctuary of Good Jesus of the Mount is considered one of prettiest of Portugal. This sanctuary, a workmanship of Carlos Amarante, evokes the love the God and meets encircled of splendid gardens. To arrive there it has two options: or apanha the elevator or goes up extraordinary the 17 throwings of stairs, that divergem and converge to the side of vases, really impressive statues and sources. The chapels that tip the patio evoke the Biblical subjects of the Installation, of the Appearance of the Madalena and the Meeting of Emaús, separate for dedicated sources to the four evangelistas: S. Landmarks, S. Lucas, S. João and S. Mateus. Church of Santa Cruz (Braga): constructed in century XVIII, the church of Santa Cruz is of the maneirista baroque style. In the interior, they are distinguished it golden cut, the high ship very formed by a vault of esquartelada rock, as well as the agency and pulpits. If Cathedral (Braga): inside of the city of Braga, good in the Historical Center, meets it If Cathedral and its treasure, true bracarenses relics. This amazing monument, constructed under the styles gótico, renascentista and baroque, was established in 1070, being distinguished the decorated roof, conceived for João of Castilho, arquitecto of the Monastery of the Jerónimos in Lisbon. Another control point in If the Cathedral are the 12 ceramics panels, conceived for the professor Alvaro Rock, that espelham the Stations de a Cruz and that they are placed for backwards of the altar-mor.
Portugal
Portugal é um dos primeiros países da Europa.
Se precisa de relaxar procure as pequenas vilas, espalhadas um pouco por todo o continente português, dentro de antigas muralhas ou no meio da natureza ainda selvagem.
Se preferir ficar bronzeado, não pode deixar de experimentar as longas e belas praias do Algarve, rodeadas por imponentes falésias e com águas cristalinas. Esta é a região de Portugal que melhor tempo tem ao longo de todo o ano, sendo conhecida pelo seu clima ameno e solarengo.
Portugal é um país com uma excelente tradição histórica e cultural, excelentes hotéis e resorts e constitui um destino de férias para toda a família!
Portugal is one of the first countries of the Europe. If it needs to relax all looks to the small villages, spread a little for the Portuguese continent, inside of old walls or in the way of the still wild nature. If to prefer to be bronzed, cannot leave to try long and beautiful beaches of the Algarve, encircled for imponent falésias and with crystalline waters. This is the region of Portugal that better time has throughout all the year, being known by its ameno climate and solarengo. Portugal is a country with an excellent historical and cultural tradition, excellent hotels and resorts and constitutes a destination of vacation for all the family!
Se precisa de relaxar procure as pequenas vilas, espalhadas um pouco por todo o continente português, dentro de antigas muralhas ou no meio da natureza ainda selvagem.
Se preferir ficar bronzeado, não pode deixar de experimentar as longas e belas praias do Algarve, rodeadas por imponentes falésias e com águas cristalinas. Esta é a região de Portugal que melhor tempo tem ao longo de todo o ano, sendo conhecida pelo seu clima ameno e solarengo.
Portugal é um país com uma excelente tradição histórica e cultural, excelentes hotéis e resorts e constitui um destino de férias para toda a família!
Portugal is one of the first countries of the Europe. If it needs to relax all looks to the small villages, spread a little for the Portuguese continent, inside of old walls or in the way of the still wild nature. If to prefer to be bronzed, cannot leave to try long and beautiful beaches of the Algarve, encircled for imponent falésias and with crystalline waters. This is the region of Portugal that better time has throughout all the year, being known by its ameno climate and solarengo. Portugal is a country with an excellent historical and cultural tradition, excellent hotels and resorts and constitutes a destination of vacation for all the family!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Hino nacional de Portugal
A Portuguesa, que hoje é um dos símbolos nacionais de Portugal (o seu hino nacional), nasceu como uma canção de cariz patriótico em resposta ao ultimato britânico para que as tropas portuguesas abandonassem as suas posições em África, no denominado "Mapa cor-de-rosa".
Em Portugal, a reacção popular contra os ingleses e contra o governo português, que permitiu esse género de humilhação, manifestou-se de várias formas. "A Portuguesa" foi composta em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, e foi utilizada desde cedo como símbolo patriótico mas também republicano. Aliás, em 31 de Janeiro de 1891, numa tentativa falhada de golpe de Estado que pretendia implantar a república em Portugal, esta canção já aparecia como a opção dos republicanos para hino nacional, o que aconteceu, efectivamente, quando, após a instauração da República a 5 de Outubro de 1910, a Assembleia Nacional Constituinte a consagrou como símbolo nacional em 19 de Junho de 1911 (na mesma data foi também adoptada a bandeira nacional).
A Portuguesa, proibida pelo regime monárquico, que originalmente tinha uma letra um tanto ou quanto diferente (mesmo a música foi sofrendo algumas alterações) — onde hoje se diz "contra os canhões", dizia-se "contra os bretões", ou seja, os ingleses — veio substituir o Hymno da Carta, então o hino da monarquia.
Em 1956, existiam no entanto várias versões do hino, não só na linha melódica, mas também nas instrumentações, especialmente para banda, pelo que o governo nomeou uma comissão encarregada de estudar uma versão oficial de A Portuguesa. Essa comissão elaborou uma proposta que seria aprovada em Conselho de Ministros a 16 de Julho de 1957, mantendo-se o hino inalterado deste então.
Nota-se na música uma influência clara do hino nacional francês, La Marseillaise, também ele um símbolo revolucionário (ver revolução francesa).
O hino é composto por três partes, cada uma delas com duas quadras (estrofes de quatro versos), seguidas do refrão, uma quintilha (estrofe de cinco versos). É de salientar que, das três partes do hino, apenas a primeira parte é usada em cerimónias oficiais, sendo as outras duas partes praticamente desconhecidas.
A Portuguesa é executada oficialmente em cerimónias nacionais, civis e militares, onde é prestada homenagem à Pátria, à Bandeira Nacional ou ao Presidente da República. Do mesmo modo, em cerimónias oficiais no território português por recepção de chefes de Estado estrangeiros, a sua execução é obrigatória depois de ouvido o hino do país representado.
A Portuguesa foi designada como um dos símbolos nacionais de Portugal na constituição de 1976, constando no artigo 11.°, n.º 2, da Constituição da República Portuguesa (Símbolos nacionais e língua oficial):
"2. O Hino Nacional é A Portuguesa."
[editar] A Portuguesa
Data: 1890 (com alterações de 1957)
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil
I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu, jucundo,
O oceano, a rugir de amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Áarmas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Data: 1890 (versão original)
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil
I
Herois do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memoria,
Oh patria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta bandeira,
À luz viva do teu céo!
Brade a Europa á terra inteira:
Portugal não pereceu!
Beija o teu sólo jucundo
O Oceano, a rugir de amor;
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões marchar!
III
Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do resurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injurias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões marchar!!
A Portuguesa
A Portuguesa (English: The Portuguese Song), pronounced [ɐ puɾtuˈɣezɐ], is the national anthem of Portugal. It was composed by Alfredo Keil and written by Henrique Lopes de Mendonça during the nationalist resurgence movement ignited by the British Ultimatum, in the late 19th century. Adopted as the march of the failed January 1891 republican rebellion, it was proclaimed as the new national anthem of the Portuguese Republic in 1911, replacing O Hino da Carta (English: The Charter Anthem), the anthem of the extinct constitutional monarchy regime.
The title A Portuguesa means "the Portuguese (song)" – the Portuguese word for "song", canção, being feminine – just as La Marseillaise, the national anthem of France, is "the song of Marseille", the Belgian anthem, The Brabançonne is "the song of Brabant", and L'Internationale, the Socialist anthem, is "the international (song)".
Contents [hide]
1 History
2 Protocol
3 Lyrics
4 References
5 External links
[edit] History
On 11 January 1890, the United Kingdom issued an ultimatum demanding Portugal to give up its intentions of occupying the lands between the African colonies of Angola, on the western coast, and Mozambique, on the eastern coast, thus joining the two territories as proposed on the Pink Map. Despite popular uproar, the Portuguese government was forced to accept the British terms. This measure contributed to the growing unpopularity of King Carlos I and the monarchy, and gained supporters for the already boosting republican movement.[1]
Copy of the original 1890 music sheet.The night after the ultimatum, composer Alfredo Keil elaborated the melody for A Portuguesa as patriotic-inspired protest march, as a suggestion of a group of friends that included the likes of Rafael Bordalo Pinheiro and Teófilo Braga. Inspired by the mutual feeling of outrage among the people, writer Henrique Lopes de Mendonça answered positively to Keil's request and created a poem for his melody. In the words of Mendonça, A Portuguesa was intended to be a song "where the fatherland's wounded soul would merge with its ambitions of freedom and revival", an anthem aiming to be fully embraced by the people and that could carry the sentiment of national revindication. Such characteristics were epitomized in musical references like La Marsellaise, fado and Hino da Maria da Fonte (English: Maria da Fonte Anthem).[2] The march was quickly divulged, as several thousands of copies of the sheet were freely distributed together with fliers and posters. This spread crossed national borders with verses being translated to other languages.[2]
On several stages in Lisbon, A Portuguesa deserved special attention. On 29 March 1890, the march is performed at the Great Patriotic Concert, held in Teatro Nacional de São Carlos (English: Saint Charles National Theatre), as well as in every other theatre in the capital. Alongside its use in cultural displays, A Portuguesa was also exploited by the commerce. Several food products, like canned sardines or cookies, were named after this song.[2]
However, the growing popularity among the people, unhappy with what they considered a submissive and humiliating attitude by the Portuguese authorities, was seen as a political weapon, and the patriotic chant was soon converted into a republican hymn. The ensuing political subversion of the theme's original meaning forced both authors to later publicly refute this vision and highlight its pure non-partidary patriotic sentiment.[2] On 31 January 1891, a republican-inspired rebellion broke out in the northern city of Porto and A Portuguesa was adopted by the rebels as their marching anthem. The rebellion was crushed and the song definitely banned from all official and solemn celebrations. However, it was never forgotten, and in 5 October 1910, a new and stronger rebellion developed at the rhythm of its notes. The revolution ended with the overthrow of the centuries-old monarchy and established a republican regime which saw A Portuguesa as the meritorious national anthem, as opposed to the monarchic O Hino da Carta. A year later, the first session of the Constituent Assembly officially proclaimed this status.[1]
In 1956, the emergence and establishment of melodical variants of the anthem, forced the government to create a committee whose aim was to define an official version. On 16 July 1957, the current version was proposed to and approved by the Council of Ministers.[1]
[edit] Protocol
On national ground, the anthem is officially played at civilian and military ceremonies where the country, flag or head of state (President of the Republic) is honored. It is also played at official welcoming receptions for foreign heads of state, following that of the visitor, and in solemn ceremonies during official presidential visits to other countries.[1]
[edit] Lyrics
The anthem's official version consists of only the first stanza and chorus from Mendonça's poem. The last verse of the chorus — "Contra os canhões marchar, marchar!" (English: Against the cannons, march, march!) — is a late alteration of the original "Contra os bretões marchar, marchar" (English: Against the Britons, march, march!), an angered reference to the British ultimatum.[3]
Portuguese lyrics Approximate translation
First stanza
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Heroes of the sea, noble people,
Brave and immortal nation,
Now is the time to raise again
The splendor of Portugal!
Amidst the mists of memory,
Oh Fatherland, we hear the voice
Of your noble forefathers,
That shall lead you to victory!
Chorus
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões marchar, marchar!
To arms, to arms!
Over the land, over the sea,
To arms, to arms!
To fight for our Fatherland!
Against the cannons, march, march!
Second stanza
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Hoist the unconquerable Flag,
In the living light of your sky!
Europe cries out to the whole world:
Portugal has not perished
Kiss your sacred ground
The Ocean, roaring with love,
And your conquering arm
Gave new worlds to the World!
Chorus
Third stanza
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Salute the Sun that rises
Over a smiling future;
Let the echo of an offense
Be the sign for your resurrection.
Rays of the strong dawn
Are like a mother's kisses,
That keep us, sustain us,
Against the injuries of fate.
Chorus
Em Portugal, a reacção popular contra os ingleses e contra o governo português, que permitiu esse género de humilhação, manifestou-se de várias formas. "A Portuguesa" foi composta em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, e foi utilizada desde cedo como símbolo patriótico mas também republicano. Aliás, em 31 de Janeiro de 1891, numa tentativa falhada de golpe de Estado que pretendia implantar a república em Portugal, esta canção já aparecia como a opção dos republicanos para hino nacional, o que aconteceu, efectivamente, quando, após a instauração da República a 5 de Outubro de 1910, a Assembleia Nacional Constituinte a consagrou como símbolo nacional em 19 de Junho de 1911 (na mesma data foi também adoptada a bandeira nacional).
A Portuguesa, proibida pelo regime monárquico, que originalmente tinha uma letra um tanto ou quanto diferente (mesmo a música foi sofrendo algumas alterações) — onde hoje se diz "contra os canhões", dizia-se "contra os bretões", ou seja, os ingleses — veio substituir o Hymno da Carta, então o hino da monarquia.
Em 1956, existiam no entanto várias versões do hino, não só na linha melódica, mas também nas instrumentações, especialmente para banda, pelo que o governo nomeou uma comissão encarregada de estudar uma versão oficial de A Portuguesa. Essa comissão elaborou uma proposta que seria aprovada em Conselho de Ministros a 16 de Julho de 1957, mantendo-se o hino inalterado deste então.
Nota-se na música uma influência clara do hino nacional francês, La Marseillaise, também ele um símbolo revolucionário (ver revolução francesa).
O hino é composto por três partes, cada uma delas com duas quadras (estrofes de quatro versos), seguidas do refrão, uma quintilha (estrofe de cinco versos). É de salientar que, das três partes do hino, apenas a primeira parte é usada em cerimónias oficiais, sendo as outras duas partes praticamente desconhecidas.
A Portuguesa é executada oficialmente em cerimónias nacionais, civis e militares, onde é prestada homenagem à Pátria, à Bandeira Nacional ou ao Presidente da República. Do mesmo modo, em cerimónias oficiais no território português por recepção de chefes de Estado estrangeiros, a sua execução é obrigatória depois de ouvido o hino do país representado.
A Portuguesa foi designada como um dos símbolos nacionais de Portugal na constituição de 1976, constando no artigo 11.°, n.º 2, da Constituição da República Portuguesa (Símbolos nacionais e língua oficial):
"2. O Hino Nacional é A Portuguesa."
[editar] A Portuguesa
Data: 1890 (com alterações de 1957)
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil
I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu, jucundo,
O oceano, a rugir de amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Áarmas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Data: 1890 (versão original)
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil
I
Herois do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memoria,
Oh patria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta bandeira,
À luz viva do teu céo!
Brade a Europa á terra inteira:
Portugal não pereceu!
Beija o teu sólo jucundo
O Oceano, a rugir de amor;
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões marchar!
III
Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do resurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injurias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões marchar!!
A Portuguesa
A Portuguesa (English: The Portuguese Song), pronounced [ɐ puɾtuˈɣezɐ], is the national anthem of Portugal. It was composed by Alfredo Keil and written by Henrique Lopes de Mendonça during the nationalist resurgence movement ignited by the British Ultimatum, in the late 19th century. Adopted as the march of the failed January 1891 republican rebellion, it was proclaimed as the new national anthem of the Portuguese Republic in 1911, replacing O Hino da Carta (English: The Charter Anthem), the anthem of the extinct constitutional monarchy regime.
The title A Portuguesa means "the Portuguese (song)" – the Portuguese word for "song", canção, being feminine – just as La Marseillaise, the national anthem of France, is "the song of Marseille", the Belgian anthem, The Brabançonne is "the song of Brabant", and L'Internationale, the Socialist anthem, is "the international (song)".
Contents [hide]
1 History
2 Protocol
3 Lyrics
4 References
5 External links
[edit] History
On 11 January 1890, the United Kingdom issued an ultimatum demanding Portugal to give up its intentions of occupying the lands between the African colonies of Angola, on the western coast, and Mozambique, on the eastern coast, thus joining the two territories as proposed on the Pink Map. Despite popular uproar, the Portuguese government was forced to accept the British terms. This measure contributed to the growing unpopularity of King Carlos I and the monarchy, and gained supporters for the already boosting republican movement.[1]
Copy of the original 1890 music sheet.The night after the ultimatum, composer Alfredo Keil elaborated the melody for A Portuguesa as patriotic-inspired protest march, as a suggestion of a group of friends that included the likes of Rafael Bordalo Pinheiro and Teófilo Braga. Inspired by the mutual feeling of outrage among the people, writer Henrique Lopes de Mendonça answered positively to Keil's request and created a poem for his melody. In the words of Mendonça, A Portuguesa was intended to be a song "where the fatherland's wounded soul would merge with its ambitions of freedom and revival", an anthem aiming to be fully embraced by the people and that could carry the sentiment of national revindication. Such characteristics were epitomized in musical references like La Marsellaise, fado and Hino da Maria da Fonte (English: Maria da Fonte Anthem).[2] The march was quickly divulged, as several thousands of copies of the sheet were freely distributed together with fliers and posters. This spread crossed national borders with verses being translated to other languages.[2]
On several stages in Lisbon, A Portuguesa deserved special attention. On 29 March 1890, the march is performed at the Great Patriotic Concert, held in Teatro Nacional de São Carlos (English: Saint Charles National Theatre), as well as in every other theatre in the capital. Alongside its use in cultural displays, A Portuguesa was also exploited by the commerce. Several food products, like canned sardines or cookies, were named after this song.[2]
However, the growing popularity among the people, unhappy with what they considered a submissive and humiliating attitude by the Portuguese authorities, was seen as a political weapon, and the patriotic chant was soon converted into a republican hymn. The ensuing political subversion of the theme's original meaning forced both authors to later publicly refute this vision and highlight its pure non-partidary patriotic sentiment.[2] On 31 January 1891, a republican-inspired rebellion broke out in the northern city of Porto and A Portuguesa was adopted by the rebels as their marching anthem. The rebellion was crushed and the song definitely banned from all official and solemn celebrations. However, it was never forgotten, and in 5 October 1910, a new and stronger rebellion developed at the rhythm of its notes. The revolution ended with the overthrow of the centuries-old monarchy and established a republican regime which saw A Portuguesa as the meritorious national anthem, as opposed to the monarchic O Hino da Carta. A year later, the first session of the Constituent Assembly officially proclaimed this status.[1]
In 1956, the emergence and establishment of melodical variants of the anthem, forced the government to create a committee whose aim was to define an official version. On 16 July 1957, the current version was proposed to and approved by the Council of Ministers.[1]
[edit] Protocol
On national ground, the anthem is officially played at civilian and military ceremonies where the country, flag or head of state (President of the Republic) is honored. It is also played at official welcoming receptions for foreign heads of state, following that of the visitor, and in solemn ceremonies during official presidential visits to other countries.[1]
[edit] Lyrics
The anthem's official version consists of only the first stanza and chorus from Mendonça's poem. The last verse of the chorus — "Contra os canhões marchar, marchar!" (English: Against the cannons, march, march!) — is a late alteration of the original "Contra os bretões marchar, marchar" (English: Against the Britons, march, march!), an angered reference to the British ultimatum.[3]
Portuguese lyrics Approximate translation
First stanza
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Heroes of the sea, noble people,
Brave and immortal nation,
Now is the time to raise again
The splendor of Portugal!
Amidst the mists of memory,
Oh Fatherland, we hear the voice
Of your noble forefathers,
That shall lead you to victory!
Chorus
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões marchar, marchar!
To arms, to arms!
Over the land, over the sea,
To arms, to arms!
To fight for our Fatherland!
Against the cannons, march, march!
Second stanza
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Hoist the unconquerable Flag,
In the living light of your sky!
Europe cries out to the whole world:
Portugal has not perished
Kiss your sacred ground
The Ocean, roaring with love,
And your conquering arm
Gave new worlds to the World!
Chorus
Third stanza
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Salute the Sun that rises
Over a smiling future;
Let the echo of an offense
Be the sign for your resurrection.
Rays of the strong dawn
Are like a mother's kisses,
That keep us, sustain us,
Against the injuries of fate.
Chorus
Portugal

Portugal, oficialmente República Portuguesa,[8][9] é um país situado no sudoeste da Europa, cujo território se situa na zona ocidental da Península Ibérica e em arquipélagos no Atlântico Norte. Possui uma área total de 92.391 km²,[10] e é a nação mais ocidental do continente europeu. O território português é delimitado a Norte e a Leste por Espanha e a Sul e Oeste pelo Oceano Atlântico, e compreende a parte continental e as regiões autónomas: os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Durante os séculos XV e XVI, Portugal foi uma potência mundial económica, social e cultural, constituindo-se o primeiro e o mais duradouro império colonial de amplitude global.[11]
É hoje um país desenvolvido,[12] economicamente próspero, social e politicamente estável e com Índice de Desenvolvimento Humano elevado. Encontra-se entre os 20 países do mundo com melhor qualidade de vida,[13] apesar de o seu PIB per capita ser o menor entre os países da Europa Ocidental.
É membro das Nações Unidas, da NATO, da OCDE, da CPLP e da União Europeia, e um dos países fundadores da NATO, da OCDE, e da Zona Euro (da União Europeia). Participa em diversas missões de manutenção de paz das Nações Unidas.
Índice [esconder]
1 Etimologia
2 História
2.1 Primeiros povos
2.2 Formação e consolidação do reino
2.3 Os descobrimentos e a Dinastia Filipina
2.4 Restauração, absolutismo e liberalismo
2.5 República, Estado Novo e democracia
3 Divisão administrativa
3.1 NUTS
3.2 Áreas urbanas
4 Política
5 Relações externas
6 Forças militares e policiais
7 Geografia
7.1 Clima
7.2 Principais cidades
8 Economia
8.1 Energia
8.2 Transportes
8.3 Comunicações
8.4 Água e saneamento
9 Demografia
10 Línguas
11 Educação
12 Saúde
13 Ciência e Tecnologia
14 Cultura
14.1 Arquitectura
14.2 Literatura
14.3 Música
14.4 Gastronomia
14.5 Desporto
14.6 Turismo
14.7 Religião
14.8 Meios de comunicação social
15 Feriados
16 Notas e Referências
17 Ver também
18 Ligações externas
Etimologia
O nome Portugal apareceu entre os anos 930 a 950 da Era Cristã, sendo no final do século X que o nome começou a usar-se com mais frequência. Fernando Magno denominou oficialmente o território de Portugal, quando em 1067 o deu ao seu filho D. Garcia, que se intitulou rei do mesmo nome.[14]
No século V, durante o reinado dos Suevos, Idácio de Chaves já escrevia sobre um local chamado Portucale, para onde fugiu Requiário: Rechiarius ad locum qui Portucale appellatur, profugus regi Theudorico captivus adducitur: quo in custodiam redacto, caeteris qui de priore certamine superfuerant, tradentibus se Suevis, aliquantis nihilominus interfectis, regnum destructum et finitum est Suevorum[15] (Requiário fugitivo ao lugar ao qual chamam Portucale, foi levado como prisioneiro ao rei Teodorico. Foi posto sob custódia, enquanto o resto dos suevos sobreviventes à anterior batalha se renderam – apesar de alguns terem morrido –; desta maneira o reino dos Suevos foi destruído e acabado). Cale, a actual Vila Nova de Gaia, já era conhecida por Portucale no tempo dos Godos.[14]
Num diploma de 841, surge por incidente, a primeira menção da província portugalense. Afonso II das Astúrias, ampliando a jurisdição espiritual do Bispo de Lugo, diz: Totius galleciae, seu Portugalensi Provintiae summun suscipiat Praesulatum[16] (Que ele tome o governo supremo de toda a província da Galiza e de Portugal). Mas há quem afirme que Portugal deriva de Portogatelo, nome dado por um chefe oriundo do Egipto chamado Catelo, ao desembarcar e se estabelecer junto do actual Porto.[17]
A primeira vez que o nome de Portugal aparece como elemento de raiz heráldica, é numa carta de doação da Igreja de São Bartolomeu de Campelo por D. Afonso Henriques em 1129.[14]
História
Ver artigo principal: História de Portugal
Primeiros povos
Ver artigo principal: Povos ibéricos pré-romanos, Romanização, Lusitânia, Invasões bárbaras e árabe
Formação de Portugal ao Longo dos SéculosA pré-história de Portugal, é compartilhada com a da Península Ibérica. A região foi povoada por pré-celtas e celtas, dando origem a povos, como os Galaicos, Lusitanos, Celtas e Cinetes, visitada pelos fenícios e cartagineses, e os romanos incorporaram-na no seu Império (como Lusitânia, depois de 45 a.C.), invadida posteriormente pelos Suevos, Buri e Visigodos, e conquistada pelos mouros. Em 868, durante a Reconquista, foi formado o Condado Portucalense.
Formação e consolidação do reino
D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.Ver artigos principais: Condado Portucalense, Independência de Portugal.
Muito antes de Portugal conseguir a sua independência, já tinha havido algumas tentativas de alcançar uma autonomia mais alargada, e até mesmo a independência, por parte dos condes que governavam as terras do reino da Galiza e Portucale. Para terminar com esse clima independentista da nobreza local em relação ao domínio leonês, o Rei Afonso VI de Leão e Castela entregou o governo do Condado da Galiza (que nessa altura incluía as terras de Portucale) ao Conde Raimundo de Borgonha. Após muitos fracassos militares de D. Raimundo contra os mouros, Afonso VI decidiu dar em 1096 ao primo deste, o Conde D. Henrique, o governo das terras mais a sul do Condado da Galiza, fundando assim o Condado Portucalense. Com o governo do Conde D. Henrique, o Condado Portucalense conheceu não só uma política militar mais eficaz na luta contra os mouros, como também uma política independentista mais activa, apesar de nunca ter conseguido alcançar a independência. Só após a sua morte, quando o seu filho D. Afonso Henriques subiu ao poder, Portugal conseguiu a sua independência com a assinatura em 1143 do Tratado de Zamora, ao mesmo tempo que conquistou localidades importantes como Santarém, Lisboa, Palmela e Évora aos mouros.[18]
Terminada a Reconquista do território português em 1249, a independência do novo reino viria a ser posta em causa várias vezes por Castela. Primeiro, na sequência da crise de sucessão de D. Fernando I, que culminou na Batalha de Aljubarrota, em 1385.[19]
Os descobrimentos e a Dinastia Filipina
Ver artigos principais: Descobrimentos portugueses, Império Português.
Painel de Bartolomeu Dias com os seus marinheiros em uma tormenta, antes de chegar ao Cabo da Boa Esperança.Com o fim da guerra, Portugal deu início ao processo de exploração e expansão conhecido por Descobrimentos, entre cujas figuras cimeiras destacam o infante D. Henrique, o Navegador, e o Rei D. João II. Ceuta foi conquistada em 1415. O cabo Bojador foi dobrado por Gil Eanes em 1434, e a exploração da costa africana prosseguiu até que Bartolomeu Dias, já em 1488, comprovou a comunicação entre os oceanos Atlântico e Índico dobrando o cabo da Boa Esperança.[20] Em rápida sucessão, descobriram-se rotas e terras na América do Norte, na América do Sul, e no Oriente, na sua maioria durante o reinado de D. Manuel I, o Venturoso. Foi a expansão no Oriente, sobretudo graças às conquistas de Afonso de Albuquerque que, durante a primeira metade do século XVI, concentrou quase todos os esforços dos portugueses, muito embora já em 1530 D. João III tivesse iniciado a colonização do Brasil.[21]
O país teve o seu século de ouro durante este período. Porém, na batalha de Alcácer-Quibir (1578), o jovem rei D. Sebastião e parte da nobreza portuguesa pereceram. Sobe ao trono o Rei-Cardeal D. Henrique, que morre dois anos depois, abrindo a Crise de sucessão de 1580: esta resolve-se com a subida ao trono português de Filipe II de Espanha, o primeiro de três reis espanhóis (Dinastia Filipina).[22] Esse domínio foi terminado a 1 de Dezembro de 1640 pela nobreza nacional que, após ter vencido a guarda real num repentino golpe-de-estado, depôs a condessa governadora de Portugal, coroando D. João IV como Rei de Portugal.[23]
Restauração, absolutismo e liberalismo
Ver artigos principais: Restauração da Independência, Terramoto de 1755.
Aclamação de D. João IV, o Restaurador.Após a restauração da independência de Portugal, seguiu-se uma guerra com Espanha que terminaria apenas em 1668, com a assinatura de um tratado de paz, em que Espanha reconhecia em definitivo a restauração de Portugal.[24]
O final do século XVII e a primeira metade do século XVIII assistiram ao florescimento da exploração mineira do Brasil, onde se descobriram ouro e pedras preciosas que fizeram da corte de D. João V uma das mais opulentas da Europa. Estas riquezas serviam frequentemente para pagar produtos importados, maioritariamente de Inglaterra (por exemplo, quase não existia indústria têxtil no reino e todos os tecidos eram importados de Inglaterra). O comércio externo baseava-se na indústria do vinho e o desenvolvimento económico do reino foi impulsionado, já no reinado de D. José, pelos esforços do Marquês de Pombal, ministro entre 1750 e 1777, para inverter a situação com grandes reformas mercantilistas. Foi neste reinado que um violento sismo devastou Lisboa e o Algarve, a 1 de Novembro de 1755.[25]
Por não quebrar a aliança com a Inglaterra e recusar-se a aderir ao Bloqueio Continental, Portugal foi invadido pelos exércitos napoleónicos em 1807. A Corte e a família real portuguesa refugiaram-se no Brasil, e a capital deslocou-se para o Rio de Janeiro, onde permaneceria até 1821, quando D. João VI, desde 1816 rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, regressou a Lisboa para jurar a primeira Constituição. No ano seguinte, o seu filho D. Pedro IV era proclamado imperador do Brasil, mantendo-se, no entanto o império do Brasil e o Reino de Portugal unidos durante cerca de dez anos.[26]
Principais zonas de expansão do Império Português no século XVII.Portugal viveu, no restante século XIX, períodos de enorme perturbação política e social (a guerra civil e repetidas revoltas e pronunciamentos militares, como a Revolução de Setembro, a Maria da Fonte, a Patuleia, etc.) e só com o Acto Adicional à Carta, de 1852, foi possível a acalmia política e o início da política de fomento protagonizada por Fontes Pereira de Melo.[27] No final do século XIX, as ambições coloniais portuguesas chocam com as inglesas, o que está na origem do Ultimato de 1890.[28] A cedência às exigências britânicas e os crescentes problemas económicos lançam a monarquia num descrédito crescente, e D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe são assassinados em 1 de Fevereiro de 1908. A monarquia ainda esteve no poder durante mais dois anos, chefiada por Manuel II, mas viria a ser abolida em 5 de Outubro de 1910, implantando-se a República.
República, Estado Novo e democracia
Hastear da bandeira portuguesa, duarante a sua participação na I Guerra Mundial.Ver artigos principais: Revolução de 5 de Outubro de 1910, Estado Novo, Revolução dos Cravos.
A República é pouco depois instaurada, em 5 de Outubro de 1910, e o jovem rei D. Manuel II parte para o exílio em Inglaterra.[29] Após vários anos de instabilidade política, com lutas de trabalhadores, tumultos, levantamentos, homicídios políticos e crises financeiras (problemas que a participação na I Guerra Mundial contribuiu para aprofundar), o Exército tomou o poder, em 1926. O regime militar nomeou ministro das Finanças António de Oliveira Salazar (1928), professor da Universidade de Coimbra, que pouco depois foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros (1932). Ao mesmo tempo que restaurou as finanças, instituiu o Estado Novo, regime autoritário de corporativismo de Estado, com partido único e sindicatos estatais, com afinidades bem marcadas com o fascismo pelo menos até 1945.[30] Em 1968, afastado do poder por doença, sucedeu-lhe Marcelo Caetano.
Soldados portugueses nas matas de Angola, durante a Guerra Colonial Portuguesa.A recusa do regime em descolonizar as Províncias Ultramarinas resultou no início da guerra colonial, primeiro em Angola (1961) e em seguida na Guiné-Bissau (1963) e em Moçambique (1964). Apesar das críticas de alguns dos mais antigos oficiais do Exército, entre os quais o general António de Spínola, o governo parecia determinado em continuar esta política. Com o seu livro Portugal e o Futuro, em que defendia a insustentabilidade de uma solução militar nas guerras do Ultramar, Spínola seria destituído, o que agravou o crescente mal-estar entre os jovens oficiais do Exército, os quais, no dia 25 Abril de 1974 desencadearam um golpe de estado.
A este sucedeu-se um período de confronto político muito aceso entre forças sociais e políticas, designado como Processo Revolucionário em Curso, com especial ênfase durante o Verão de 1975, a que se chamou Verão Quente, no qual o país esteve prestes a cair num novo período de ditadura, desta vez de orientação comunista. Neste período Portugal concede a independência de todas as suas antigas colónias em África.
"Foto de Família" na cerimónia de assinatura do Tratado de Lisboa.A 25 de Novembro de 1975 diversos sectores da esquerda radical (essencialmente pára-quedistas e polícia militar na Região Militar de Lisboa), provocados pelas notícias, levam a cabo uma tentativa de golpe de estado, que no entanto não tem nenhuma liderança clara. O Grupo dos Nove reage pondo em prática um plano militar de resposta, liderado por António Ramalho Eanes. Este triunfa e no ano seguinte consolida-se a democracia. O próprio Ramalho Eanes é no ano seguinte o primeiro Presidente da República eleito por sufrágio universal. Aprova-se uma Constituição democrática e estabelecem-se os poderes políticos locais (autarquias) e governos autónomos regionais nos Açores e Madeira.
Entre as décadas de 1940-60, Portugal foi membro co-fundador da NATO, OCDE e EFTA, saíndo desta última em 1986, para aderir à União Europeia. Em 1999, Portugal aderiu à Zona Euro, e ainda nesse ano, entregou a soberania de Macau à República Popular da China. Desde a sua adesão à União Europeia, o país presidiu o Conselho Europeu por três vezes, a última das quais em 2007, recebendo a cerimónia de assinatura do Tratado de Lisboa.
Divisão administrativa
Ver artigo principal: Subdivisões de Portugal
As principais divisões administrativas de Portugal são os 18 distritos no continente e as duas Regiões Autónomas dos Açores e Madeira, que se subdividem em 308 concelhos e 4257 freguesias.[31] Os distritos, permanecem como a mais relevante subdivisão do país, servindo de base para uma série de utilizações administrativas, como por exemplo, os círculos eleitorais.
Antes de 1976, os dois arquipélagos atlânticos estavam também integrados na estrutura geral dos distritos portugueses embora com uma estrutura administrativa diferenciada, contida no Estatuto dos Distritos Autónomos das Ilhas Adjacentes[32], que se traduzia na existência de Juntas Gerais com competências próprias. Havia três distritos autónomos nos Açores e um na Madeira:
Açores — o Distrito de Angra do Heroísmo, o Distrito da Horta e o Distrito de Ponta Delgada.
Madeira — o Distrito do Funchal.
Após 1976, os Açores e a Madeira passaram a ter o estatuto de Região Autónoma, deixando de se dividirem em distritos, passando a ter um estatuto político-administrativo e órgãos de governo próprios.[33] Actualmente, a divisão administrativa traduz-se na tabela seguinte.
Distritos[34]
Distrito Área População Distrito Área População
1 Lisboa 2761 km² 2.124.426 10 Guarda 5518 km² 173.831
2 Leiria 3517 km² 477.967 11 Coimbra 3947 km² 436.056
3 Santarém 6747 km² 445.599 12 Aveiro 2808 km² 752.867
4 Setúbal 5064 km² 815.858 13 Viseu 5007 km² 394.844
5 Beja 10.225 km² 154.325 14 Bragança 6608 km² 148.808
6 Faro 4960 km² 421.528 15 Vila Real 4328 km² 218.935
7 Évora 7393 km² 170.535 16 Porto 2395 km² 1.867.986
8 Portalegre 6065 km² 119.543 17 Braga 2673 km² 879.918
9 Castelo Branco 6675 km² 208.069 18 Viana do Castelo 2255 km² 252.011
Regiões Autónomas
Região autônoma Área População Gentílico
Açores 2.333 km² 243.101 Açoriano
Madeira 801 km² 244.098 Madeirense
NUTS
Portugal também está dividido em três NUTS.[35] Esta divisão foi elaborada para fins estatísticos, estando em vigor em todos os países da União Europeia.
O primeiro (NUTS I) é composto por três grandes regiões: Portugal Continental, Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira.[36]
Apesar de serem os distritos a divisão administrativa de primeira ordem em Portugal Continental, é outra a divisão técnica de primeira ordem. Trata-se das cinco grandes regiões geridas pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDRs), e que correspondem às subdivisões NUTS II para Portugal. Os seus limites obedecem aos limites dos municípios, mas não obedecem aos limites dos distritos, que por vezes se espalham por mais do que uma região.[37]
As regiões de NUTS II subdividem-se em subregiões estatísticas sem significado administrativo, denominada NUTS III, cujo único objectivo é o de servirem para agrupar municípios contíguos, com problemas e desafios semelhantes, e obter assim dados de conjunto destinados principalmente ao planeamento económico.[36]
Áreas urbanas
A próxima versão da divisão administrativa portuguesa, que está actualmente em processo de implantação (a diferentes velocidades consoante as várias estruturas), gira em volta de "áreas urbanas", definidas como unidades territoriais contínuas constituídas por agrupamentos de concelhos[38]. Existem três tipos de áreas urbanas:
Grandes Áreas Metropolitanas (GAM) - área urbana composta por nove ou mais concelhos, e com população superior a 350 mil habitantes;
Comunidades Urbanas (ComUrb) - área urbana composta por agrupamentos de 150 mil a 350 mil habitantes;
Comunidades Intermunicipais (ComInter) - área urbana composta por agrupamentos com menos de 150 mil habitantes.
Política
Ver artigo principal: Política de Portugal
Actual primeiro-ministro de Portugal, José SócratesEm Portugal, a principal lei é a Constituição, datada de 1976, e que regula todas as outras. Outras leis relevantes são o Código Civil (1966), o Código Penal (1982), o Código Comercial (1888), o Código de Processo Civil (1961), o Código de Processo Penal e o Código do Trabalho. Todas estas leis têm sofrido revisões desde a sua publicação original.
Existem quatro Órgãos de Soberania: o Presidente da República (Chefe de Estado - poder moderador, com algum poder executivo), a Assembleia da República (Parlamento - poder legislativo), o Governo (poder executivo) e os Tribunais (poder judicial). Vigora no país um regime semipresidencialista, que ao longo das várias revisões constitucionais vem retirando poder ao Presidente da República.
O Presidente da República é o Chefe de Estado e é eleito por sufrágio universal para um mandato de cinco anos, exercendo uma tripla função: de fiscalização, sobre a actividade do Governo, de comando, como Comandante Supremo das Forças Armadas (Exército, Armada, Força Aérea, Guarda Nacional Republicana), e de representação formal do Estado português no exterior. Reside oficialmente no Palácio de Belém, em Lisboa.
Fachada do edifício da Assembleia da RepúblicaA Assembleia da República, que reúne em Lisboa, no Palácio de São Bento, é eleita para um mandato de quatro anos. Neste momento conta com 230 deputados, eleitos em 22 círculos plurinominais em listas de partidos.
O Governo é chefiado pelo Primeiro-Ministro, que é por regra o líder do partido mais votado em cada eleição legislativa, e é convidado, nessa forma, pelo Presidente da República para formar governo. É o Primeiro-Ministro quem nomeia os restantes ministros. Reside oficialmente na Residência Oficial do Primeiro-Ministro,[39] em Lisboa.
Os Tribunais administram a justiça em nome do povo, defendendo os direitos e interesses dos cidadãos, impedir a violação da legalidade democrática e dirimir os conflitos de interesses que ocorram entre diversas entidades. Os maiores Tribunais são o Tribunal Constitucional, destinado a resolver questões relacionadas com a lei constitucional, e o Supremo Tribunal de Justiça, que resolve questões em última instância.
Desde 1975, o panorama político português tem sido dominado por dois partidos: o Partido Socialista (PS) e o Partido Social Democrata (PSD). Estes partidos têm dividido as tarefas de governar e administrar a maioria das autarquias, praticamente desde a instauração da democracia. No entanto, partidos como o Partido Comunista Português (PCP), que detém ainda a presidência de autarquias e uma grande influência junto do movimento sindical ou o Partido Popular (CDS-PP) (que já governou o país em coligação com o PS e com o PSD) são também importantes no xadrez político. Para além destes, têm assento no Parlamento o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV), o Partido Popular Monárquico e o Movimento o Partido da Terra.
Relações externas
Ver artigo principal: Política externa de Portugal
Em azul, os países com embaixadas portuguesas.A política externa de Portugal está ligada ao seu papel histórico como figura proeminente da Era dos Descobrimentos e detentor do extinto Império Português. Portugal é um membro fundador da NATO (1949), OCDE (1961) e da EFTA (1960); deixando este último em 1986 para aderir à União Europeia. Em 1996, co-fundou a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Portugal tem beneficiado significativamente da União Europeia, e é um proponente da integração europeia. Esteve na presidência do Conselho Europeu durante três vezes (em 1996, 2000 e 2007), tendo todas elas sido bem sucedidas. Portugal aproveitou as suas presidências para lançar um diálogo entre a UE e África, tornar a economia europeia mais dinâmica e competitiva e, na última presidência, constituir e assinar, em conjunto com os restantes Estados-membros, o Tratado Reformador.
Portugal foi um membro fundador da NATO; é um membro activo da aliança, ao, por exemplo, contribuir proporcionalmente com grandes contingentes nas forças da paz nos Balcãs. Portugal propôs a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para melhorar os seus laços com os outros países falantes da língua portuguesa. Adicionalmente, tem participado, juntamente com a Espanha numa série de cimeiras Ibero-Americanas. Portugal advogou firmemente a independêcia de Timor-Leste, uma antiga província ultramarina, enviando tropas e dinheiro para Timor-Leste, em estreita colaboração com os Estados Unidos, aliados asiáticos e a ONU.
Possui uma amizade e aliança através de um tratado celebrado com o Brasil, além da História que une os dois países. Portugal detém a aliança mais antiga do mundo, que foi celebrada com o Reino Unido, aliança essa que se mantém até aos dias de hoje.
O único litígio internacional diz respeito ao município de Olivença. Português desde 1297, o município de Olivença foi cedido à Espanha no âmbito do Tratado de Badajoz, em 1801, após a Guerra das Laranjas. Portugal alegou que lhe pertencia, em 1815, no âmbito do Tratado de Viena. No entanto, as relações diplomáticas bilaterais entre os dois países vizinhos são cordiais, bem como no âmbito da União Europeia.[40]
Forças militares e policiais
Chaimites em missão de paz pela ONU, na Bósnia e Herzegovina.Ver artigo principal: Forças Armadas Portuguesas e História militar de Portugal
As forças armadas têm três ramos: Exército, Marinha e Força Aérea[41]. Os militares de Portugal servem, sobretudo, como uma auto-defesa vigorosa cuja missão é proteger a integridade territorial do país, e fornecer assistência humanitária e de segurança no país e no estrangeiro. Desde o início da década de 2000, o serviço militar obrigatório já não é praticado. A idade para o recrutamento voluntário é fixada nos 18 anos. No século XX, Portugal esteve envolvido em duas grandes intervenções militares: a Primeira Grande Guerra e a Guerra Colonial Portuguesa (1961-1974).
Portugal tem participado em missões de manutenção da paz em Timor-Leste, Bósnia e Herzegovina, Kosovo, Afeganistão, Iraque (Nasiriyah), e no sul do Líbano. Portugal possui uma Brigada de Reacção Rápida e Tropa de Centro de Operações Especiais.
A segurança da população está a cargo da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP).[42][43] Para além destas, Portugal possui a Polícia Judiciária (PJ),[44] que é o principal órgão policial de investigação criminal do país, vocacionado para o combate à grande criminalidade, nomeadamente ao crime organizado, terrorismo, tráfico de estupefacientes, corrupção e criminalidade económica e financeira. A Polícia Judiciária está integrada no Ministério da Justiça, actuando sob orientação do Ministério Público.
Geografia
Ver artigo principal: Geografia de Portugal
Faro - Capital do Algarve.Situado no extremo sudoeste da Europa, Portugal Continental faz fronteira apenas com um outro país, a Espanha. O território é dividido no continente pelo rio principal, o Tejo. Ao norte, a paisagem é montanhosa nas zonas do interior com planaltos, intercalados por áreas que permitem o desenvolvimento da agricultura. A sul, até ao Algarve, o relevo é caracterizado por planícies, sendo as serras esporádicas. Outros rios principais são o Douro, o Minho e o Guadiana, que tal como o Tejo nascem em Espanha. Outro rio importante, o Mondego, nasce na Serra da Estrela (das mais altas montanhas de Portugal Continental - 1993 m de altitude máxima).[45]
As ilhas dos Açores estão localizadas no rift médio do Oceano Atlântico; algumas das ilhas tiveram actividade vulcânica recente: São Miguel em 1563, e Capelinhos em 1957, que aumentou a área ocidental da Ilha do Faial.[46] O Banco D. João de Castro é um grande vulcão submarino que se situa entre as ilhas Terceira e São Miguel e está 14 m abaixo da superfície do mar. Entrou em erupção em 1720 e formou uma ilha, que permaneceu acima da tona de água durante vários anos. Uma nova ilha poderá surgir num futuro não muito distante. O ponto mais alto de Portugal é o Monte Pico na Ilha do Pico, um antigo vulcão que atinge 2351 m de altitude.[47]
Rio Guadiana, próximo à Serpa, no Alentejo.As ilhas da Madeira, ao contrário dos Açores que se situam na área do rift médio do Oceano Atlântico, estão situadas no interior da placa africana e a sua formação deve-se à actividade de um hot-spot não relacionado com a circulação tectónica. Esta situação de estabilidade e localização no interior da placa tectónica leva a que este seja o território do país menos sujeito a sismos. A última erupção vulcânica de que há evidência ocorreu há cerca de 6000 anos, na ilha da Madeira, manifestando-se actualmente o vulcanismo de forma indirecta, através da libertação de gases vulcânicos profundos e águas quentes e gaseificadas descobertas aquando da abertura de túneis rodoviários e galerias de captação de água no interior da ilha principal. O ponto mais alto do território é o Pico Ruivo com 1862 m de altitude.[48]
A costa portuguesa é extensa: tem 1230 km em Portugal continental, 667 km nos Açores, 250 km na Madeira onde incluem também as Ilhas Desertas, as Ilhas Selvagens e a Ilha de Porto Santo. A costa formou belas praias, com variedade entre falésias e areais. Na Ilha de Porto Santo uma formação de dunas de origem orgânica (ao contrário da origem mineral da costa portuguesa continental) com cerca de 9 km é um ponto turístico muito apreciado internacionalmente. Uma característica importante na costa portuguesa é a Ria de Aveiro, estuário do rio Vouga, perto da cidade de Aveiro, com 45 km de comprimento e um máximo de 11 km de largura, rica em peixe e aves marinhas. Existem quatro canais, e entre estes várias ilhas e ilhotas, e é onde quatro rios encontram o oceano.[49] Com a formação de cordões litorais definiu-se uma laguna, vista como um dos elementos hidrográficos mais marcantes da costa portuguesa. Portugal possuiu uma das maiores zonas económicas exclusivas (ZEE) da Europa, cobrindo cerca de 1 683 000 km².[50]
Clima
Estância de esqui na Serra da Estrela.Em Portugal continental, as temperaturas médias anuais são 13°C no norte e 18°C no sul. As ilhas da Madeira e dos Açores, devido à sua localização no Atlântico, são mais húmidas e chuvosas, e com um intervalo de temperaturas menor. Normalmente, os meses da Primavera e Verão são ensolarados e as temperaturas são altas durante os meses secos de Julho e Agosto, podendo ocasionalmente passar dos 40°C em boa parte do país, em dias extremos, e com maior frequência no interior do Alentejo. Os Verões são amenos nas terras altas do Norte do país e na região litorânea do extremo norte e central. O Outono e o Inverno são tipicamente ventosos, chuvosos e frescos, sendo mais frios nos distritos do norte e central do país, nos quais ocorrem temperaturas negativas durante os meses mais frios. No entanto, nas cidades mais ao sul de Portugal, as temperaturas só muito ocasionalmente descem abaixo dos 0°C, ficando-se pelos 5°C na maioria dos casos.
A neve ocorre regularmente em três distritos ao Norte do país (Guarda, Bragança e Vila Real) e diminui a sua ocorrência em direcção ao sul, até se tornar inexistente na maior parte do Algarve. No Inverno, temperaturas inferiores a -10°C e nevões ocorrem com alguma frequência em pontos restritos, tais como a Serra da Estrela, a Serra do Gerês e a Serra de Montesinho, podendo nevar de Outubro a Maio nestes locais.[51]
Principais cidades
Lisboa (cerca de 500 000 habitantes - 3 milhões de habitantes na Região de Lisboa) é a capital desde o século XII, a maior cidade do país, principal pólo económico, detendo o principal porto marítimo e aeroporto portugueses e é a cidade mais rica de Portugal com um PIB per capita superior ao da média da União Europeia. Outras cidades importantes são as do Porto, (cerca de 240 000 habitantes - 1,5 milhões no Grande Porto) a segunda maior cidade e porto marítimo, Aveiro (considerada a Veneza Portuguesa), Braga (Cidade dos Arcebispos), Chaves (cidade histórica e milenar), Coimbra (com a mais antiga universidade do país), Guimarães (Cidade berço), Évora (Cidade-Museu), Faro, Setúbal e Viseu. Na área metropolitana de Lisboa existem cidades com grande densidade populacional como Agualva-Cacém e Queluz (concelho de Sintra), Amadora , Almada, Amora, Seixal, Barreiro, Montijo e Odivelas. Na área metropolitana do Porto os concelhos mais povoados são Vila Nova de Gaia, Maia, Matosinhos e Gondomar. Na Região Autónoma da Madeira a principal cidade é o Funchal. Na Região Autónoma dos Açores existem três cidades principais - Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Angra do Heroísmo na ilha Terceira e Horta na ilha do Faial.
Lisboa - A maior cidade portuguesa e também a capital de Portugal (vista do topo do Cristo Rei)
Porto - Segunda maior cidade portuguesa
Economia
Ver artigo principal: Economia de Portugal
Oceanário de Lisboa.Desde 1985, o país entrou num processo de modernização num ambiente bastante estável (1985 até à actualidade) e juntou-se à União Europeia em 1986. Os sucessivos governos fizeram várias reformas, privatizaram muitas empresas controladas pelo Estado e liberalizaram áreas-chave da economia, incluindo os sectores das telecomunicações e financeiros. Portugal desenvolveu uma economia crescentemente baseada em serviços e foi um dos onze membros fundadores da moeda europeia - o Euro - em 1999. Começou a circular a sua nova moeda em 1 de Janeiro de 2002 com 11 outros estados membros da União Europeia.
O crescimento económico português esteve acima da média da União Europeia na maior parte da década de 1990. O PIB per capita ronda os 76% das maiores economias ocidentais europeias. A lista ordenada anual de competitividade de 2005 do Fórum Económico Mundial (WEF – World Economic Forum), coloca Portugal no 22º lugar, à frente de países como a Espanha, Irlanda, França, Bélgica e da cidade de Hong Kong. Esta classificação representa uma subida de dois lugares face à posição de 2004. No contexto tecnológico, Portugal aparece na 20ª posição da lista e na rubrica das instituições públicas, Portugal é 15ª melhor.[52]
Em parte, com o recurso a fundos da União Europeia, o país fez nas duas últimas décadas investimentos avultados em várias infraestruturas, dispondo hoje de uma extensa rede de auto-estradas e beneficiando de boas acessibilidades rodoviárias e ferroviárias.
Ponte 25 de Abril em Lisboa, sob forte nebulosidade.Com um passado predominantemente agrícola, actualmente e devido a todo o desenvolvimento que o país registou, a estrutura da economia baseia-se nos serviços e na indústria, que representam 67,8% e 28,2% do VAB.[53] A agricultura portuguesa está bem adaptada devido ao clima, relevo e solos favoráveis. Nas últimas décadas, intesificou-se a modernização agrícola, embora ainda cerca de 12% da população activa trabalhe na agricultura. As oliveiras (4000 km²), os vinhedos (3750 km²), o trigo (3000 km²) e o milho (2680 km²) são produzidos em áreas bastante vastas. Os vinhos (especialmente o Vinho do Porto e o Vinho da Madeira) e azeites portugueses são bastante apreciados devido à sua qualidade. Também, Portugal é produtor de fruta de qualidade seleccionada, nomeadamente as laranjas algarvias, a pêra-rocha da região Oeste e a cereja da Gardunha. Outras produções são de horticultura ou floricultura, como a beterraba doce, óleo de girassol e tabaco..[54]
A importância económica da pesca tem vindo a diminuir, empregando menos de 1% da população activa. A diminuição dos stocks de recursos piscatórios reflectiu-se na redução da frota pesqueira portuguesa que, embora tenha vindo a modernizar-se, ainda tem dificuldade em competir com outras frotas europeias. Apesar da reduzida extensão da plataforma continental portuguesa, existe alguma diversidade de espécies nas águas da ZEE de Portugal, uma das maiores da Europa. A frota portuguesa efectua captura em águas internacionais e nas ZEE de outros países. No seu todo, as espécies mais capturadas são a sardinha, o carapau, o polvo, o peixe-espada-preto, a cavala e o atum. Os portos com maior desembarque de pescado, em 2001, foram os de Matosinhos, Peniche, Olhão e Sesimbra.[55]
Zona Económica Exclusiva de Portugal.As maiores indústrias transformadoras são os têxteis, calçado, cabedal, mobiliário, mármores, cerâmica (de destacar a Vista Alegre) e a cortiça. As indústrias modernas desenvolveram-se significativamente: refinarias de petróleo, petroquímica, produção de cimento, indústrias do automóvel e navais, indústrias eléctricas e electrónicas, maquinaria e indústrias do papel. Portugal tem um dos maiores complexos de indústrias petroquímicas europeus situado em Sines e dotado de um porto. A indústria automóvel também é relevante em Portugal e localiza-se em Palmela (a maior infraestrutura é a Autoeuropa), Setúbal, Porto, Aveiro, Braga, Santarém e Azambuja.
A cortiça tem uma produção bastante significativa: Portugal produz metade da cortiça produzida no mundo.
Os recursos minerais mais significativos em Portugal são o cobre, o lítio (7), o volfrâmio (6) , o estanho, o urânio, feldspatos (11), sal-gema, talco e mármore[56]
Alguns dos recursos naturais, tais como os bosques que cobrem cerca de 34% do país, são nomeadamente: pinheiros (13500 km²), sobreiros (6800 km²), azinheiras (5340 km²) e eucaliptos (2430 km²).
A balança comercial de Portugal é, há muito, deficitária, com o valor das exportações a cobrir apenas 65% do valor das importações em 2006.[57] As maiores exportações correspondem aos têxteis, vestuário, máquinas, material eléctrico, veículos, equipamentos de transporte, calçado, couro, madeira, cortiça, papel, entre outras.[58] O país importa principalmente produtos vindos da União Europeia: Espanha, Alemanha, França, Itália e Reino Unido.
Energia
Ver artigo principal: Energia em Portugal
Barragem do Alqueva, AlentejoPortugal é um país altamente deficitário em termos energéticos, importando actualmente a totalidade dos combustíveis fósseis que consome.[59] Tal facto implica que em 2005 Portugal importou 87,3 % da energia total que consumiu (em teps).[60] Relativamente à produção de electricidade, Portugal produziu em 2005 85 % da electricidade que consumiu (importando os restantes 15 %).[61] A produção doméstica total nesse mesmo ano foi 46 575 GWh repartida do seguinte modo em termos das fontes utilizadas: não renováveis 80,8 % (carvão 32,7 %, gás natural 29,2 %, petróleo 18,9 %); renováveis 19,2 % (hidroeléctrica 11 %, eólica 3,8 %, biomassa 3,0 %, outras 1,4 %).[61]
Energias renováveis
Parque eólico em Vila Nova, Miranda do Corvo.O governo de Portugal pretende que até 2010, 45 % da electricidade produzida seja obtida a partir de fontes renováveis.[62] A Barragem do Alqueva, no Alentejo — servindo a irrigação dos campos e gerando energia hidroeléctrica, que criou o maior lago artificial na região ocidental da Europa e foi um dos maiores projectos de investimento do país.
Em 2007, foi inaugurada uma das maiores centrais de energia solar fotovoltaica do mundo (11 MW), em Brinches, concelho de Serpa[63] e em fase de construção encontra-se aquela que será a maior do mundo no seu tipo (62 MW),[64] situada em Amareleja, concelho de Moura, cuja montagem deverá estar totalmente concluída em 2010. Paralelamente a primeira exploração comercial do mundo da energia das ondas do mar encontra-se praticamente pronta a entrar em funcionamento 5 km ao largo de Aguçadoura, concelho de Póvoa de Varzim.[65] Também a potência instalada em parques eólicos será aumentada para 5100 MW em 2012 (contra os 2000 MW instalados até meados de 2007) enquanto a potência hidroeléctrica instalada deverá atingir os 7000 MW em 2020 (contra os cerca de 5000 MW de 2005).[66] Os investimentos em energias renováveis em Portugal poderão totalizar 12 biliões de euros até 2012 e 120 biliões de euros até 2020.[67]
Transportes
Ver artigo principal: Transportes em Portugal
Ponte Vasco da Gama, sobre o Rio Tejo, a maior da EuropaOs transportes foram encarados como uma prioridade na década de 1990, sobretudo devido ao aumento da utilização de veículos automóveis e à industrialização. O país tem 68.732 km de rede de estradas, dos quais cerca de 2600 km fazem parte de um sistema de auto-estradas. Destes 2600 km cerca de 900 não requerem o pagamento de portagens. Até 2012 a extensão da rede de auto-estradas deverá aumentar até aos 3187 km.[68]
As duas principais áreas metropolitanas têm sistemas de metropolitano: o Metro de Lisboa e o Metro Sul do Tejo na Área Metropolitana de Lisboa; e no Porto, o Metro do Porto, cada uma com mais de 35 km de linhas.
Estação de Santa Apolónia, uma das principais estações de Portugal, situada em LisboaO transporte ferroviário de passageiros e mercadorias é feito utilizando os 2791 km de linhas ferroviárias actualmente em serviço, dos quais 1430 encontram-se electrificados e aproximadamente 900 permitem velocidades de circulação superiores aos 120 km/h.[69] A rede ferroviária é gerida pela REFER enquanto que os transportes de passageiros e mercadorias são da responsabilidade da Caminhos de Ferro Portugueses (CP), ambas empresas públicas. Em 2006 a CP transportou 133 milhões de passageiros e 9,75 milhões de toneladas de mercadorias.[70] A fase de concurso para a construção e exploração de uma rede ferroviária de alta velocidade, com as ligações Lisboa-Madrid, Lisboa-Porto e Porto-Vigo, terá início em 2008 para a primeira, enquanto que os concursos para as ligações Lisboa-Porto e Porto-Vigo deverão ser lançados em 2009. A exploração deverá começar em 2013 nas ligações Lisboa-Madrid e Porto-Vigo e em 2015 na ligação Lisboa-Porto. O investimento previsto para estas três ligações é de 7790 milhões de euros. Em estudo estão mais duas linhas de alta velocidade: Aveiro-Salamanca e Évora-Faro.[71]
Lisboa tem uma posição geográfica que a torna num ponto de escala para muitas companhias aéreas estrangeiras nos aeroportos em todo o país. O Governo está actualmente a estudar o projecto para a construção de um novo Aeroporto Internacional em Alcochete, para substituir o actual aeroporto da Portela, em Lisboa. Atualmente, os aeroportos mais importantes são os aeroportos de Lisboa, Faro, Porto, Funchal (Madeira) e Ponta Delgada (Açores).
Comunicações
Ver artigo principal: Comunicações em Portugal
Auto-Estrada A28, no Norte de Portugal.Portugal tem uma das mais altas taxas de penetração de telemóveis no mundo, sendo que o número de aparelhos de comunicações móveis já ultrapassou o número da população total. Esta rede também oferece conexões sem fio à Internet móvel, e abrange todo o território. No final do primeiro trimestre de 2008 existiam em Portugal cerca de 1,713 milhões de utilizadores com acesso à Internet em banda larga móvel e cerca 1,58 milhões de acessos à Internet fixa, dos quais aproximadamente 1,52 milhões em banda larga. Pela primeira vez, o número de utilizadores de banda larga móvel ultrapassou o número de clientes de banda larga fixa.[72] A maioria dos portugueses assistem à televisão através de cabo. Tendo em conta os crescimentos em ambas as tecnologias, no final do primeiro trimestre de 2008, os assinantes dos serviços de TV por subscrição suportados em redes de distribuição por cabo ou satélite (DTH) representavam cerca de 36,2 por cento dos alojamentos, mais 1 ponto percentual do que no trimestre anterior. A penetração destes serviços continua a ser superior à média nas Regiões Autónomas (que também verificaram crescimentos significativos).[73] Ligações à Internet estão disponíveis em muitos cafés, assim como em muitas estações de correios. Pode-se também navegar na Internet em hotéis, centros comerciais e centros de conferência, em que zonas especiais estão reservadas para este fim. O livre acesso à Internet também está disponível aos residentes em Portugal em "Espaços de Internet", espalhados pelo país mas com maior incidência nos principais centros populacionais.
Água e saneamento
Ver artigo principal: Água e saneamento em Portugal
Portugal também modernizou o seu sistema de abastecimento de água e saneamento — nomeadamente através do aumento da taxa de águas residuais tratadas com apoio de subsídios da UE — para 80%. O país também criou um moderno quadro institucional e jurídico para o sector da água e saneamento, incluindo uma agência reguladora autónoma, denominada Águas de Portugal, e um grande número de multi-serviços públicos municipais. Esta substituiu institucionalmente uma estrutura do sector, ao abrigo do qual os 308 municípios do país — muitos deles com representação populacional ou geográfica comparativamente pequena — tinha competência exclusiva para a água e o saneamento.
Demografia
Ver artigo principal: Demografia de Portugal
População de Portugal (INE, Lisboa)
Ano Total Variação Ano Total Variação
1422 1 043 274 - 1900 5 423 132 +7,4%
1527 1 262 376 +21,0% 1911 5 960 056 +9,9%
1636 1 100 000 -12,9% 1920 6 032 991 +1,2%
1736 2 143 368 +94,9% 1930 6 825 883 +13,1%
1770 2 850 444 +33,0% 1940 7 722 152 +13,1%
1776 3 352 310 +17,6% 1950 8 441 312 +9,3%
1801 2 931 930 -12,5% 1960 8 851 289 +4,9%
1811 2 876 602 -1,9% 1970 8 568 703 -3,2%
1838 3 200 000 +11,2% 1981 9 852 841 +15,0%
1849 3 411 454 +6,6% 1991 9 862 540 +0,1%
1864 4 188 410 +22,8% 2001 10 356 117 +5,0%
1878 4 550 699 +8,6% 2007 10 617 575 +2,5%
1890 5 049 729 +11,0% Fontes: [74][75][76]
Os portugueses são, na sua origem, compostos por Celtas e Iberos, Celtiberos e, maioritariamente, pelos Lusitanos. Os Galaicos ou "gallaeci" são de origem celta e germânica. Os Cónios e outras tribos menos significativas constituem o resto da origem. Outras influências importantes foram também os Romanos (a Língua portuguesa deriva do Latim), os Visigodos e os Suevos, todos os quais povoaram o que é hoje território português. Influências menores foram os Gregos e os Fenícios-Cartagineses (com pequenas feitorias comerciais costeiras semi-permanentes), os Vândalos (Silingos e Asdingos), os Alanos (ambos expulsos ou parcialmente integrados pelos Visigodos) e os Berberes do norte de África.
A população portuguesa é composta por 16.4% com idade compreendida entre os 0 e os 14 anos, 66.2% entre os 15 e os 64 anos e 17.4% com mais de 65 anos. A esperança média de vida é de 78.04 anos. Em termos de alfabetização, 93,3% sabem ler e escrever, tendo a taxa de analfabetismo vindo a descer ao longo dos anos.[77] O crescimento populacional situa-se nos 0,305%, nascendo 10,45 por cada mil habitantes e falecendo 10,62 por cada mil habitantes, o que faz com que a população não esteja a ser renovada, contribuíndo para este facto a taxa de fertilidade que se situa nos 1,49.[78] Portugal é um dos países com mais baixa taxa de mortalidade infantil (5 por mil) no mundo.[79]
Apesar de Portugal ser um país desenvolvido, ainda existe população sem acesso a àgua canalizada e electricidade, embora em número bastante reduzido.[80] O saneamento básico ainda não abrange todo o território, sendo a região do Alentejo e de Lisboa e Vale do Tejo onde existe um maior número de população com acesso. Actualmente, ainda existe um grande número de habitações com fossa séptica, apesar de algumas não terem qualquer saneamento.[81] O acesso á saúde é garantido a toda a população, sendo o acesso aos medicamentos garantido a 95 - 100% da população.[82]
Vivem em Portugal perto de 550 mil imigrantes, o que representa aproximadamente 5% da população portuguesa, sendo a maioria oriunda do Brasil (66.700), seguida da Ucrânia (65.800) e de Cabo Verde (64.300), entre outros, tais como Moldávia, Roménia, Guiné-Bissau, Angola, Timor-Leste, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Rússia.
Evolução da população portuguesa entre 1961-2003 (número de habitantes em milhares; fonte FAO, 2005)
Línguas
Ver artigos principais: língua portuguesa, língua mirandesa, Português europeu.
Mundo LusófonoA língua oficial da República Portuguesa é o português[83], que, com mais de 210 milhões[84] de falantes nativos, é a quinta língua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. Idioma oficial de Portugal e do Brasil, e idioma oficial, em conjunto com outros idiomas, de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo falada na antiga Índia Portuguesa (Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli), além de ter também estatuto oficial na União Europeia, no Mercosul e na União Africana.
São ainda reconhecidas e protegidas oficialmente:
a língua gestual portuguesa[85]
o mirandês, protegida oficialmente no concelho de Miranda do Douro,[86] com origem no asturo-leonês, ensinada como segunda língua facultativa em escolas do concelho de Miranda do Douro e parte do concelho de Vimioso. O seu uso, no entanto, é bastante restrito, estando em curso acções que garantam os direitos linguísticos à sua comunidade falante.
A língua portuguesa é uma língua românica (do grupo ibero-românico), tal como o castelhano, catalão, italiano, francês, romeno e outros.
O português é conhecido como a língua de Camões (por causa de Luís de Camões, autor de Os Lusíadas), a última flor do Lácio, expressão usada no soneto Língua Portuguesa[87] de Olavo Bilac ou ainda a doce língua por Miguel de Cervantes.
Educação
Ver artigo principal: Educação em Portugal
Universidade de Coimbra.O Sistema Educativo em Portugal é regulado pelo estado através do Ministro da Educação,[88] e do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.[89] O sistema de educação pública é o mais usado e mais bem implementado, existindo também escolas privadas em todos os níveis de educação.
Em Portugal a educação é iniciada obrigatoriamente para todos os alunos aos 6 anos de idade. A escolaridade obrigatória é de 9 anos, havendo intenção de prolongamento até 12 anos. O primeiro nível de ensino, o Ensino Básico, está dividido em ciclos:
1.º ciclo (1.º ao 4.º ano);
2.º ciclo (5.º ao 6.º ano);
3.º ciclo (7.º ao 9.º ano).
No final de cada ciclo, os alunos realizam provas de aferição (1.º e 2.º ciclos) e exames nacionais (3.º ciclo), às disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. As provas avaliam os alunos sobre a matéria leccionada durante o ciclo correspondente.[90][91]
O ciclo seguinte não é obrigatório, e é designado por Ensino Secundário, abrangendo os 10.º, 11.º e 12.º anos. Tem um sistema de organização próprio, diferente dos restantes ciclos. A mudança de ciclo pode, em vários casos, ser marcada pela mudança de escola, sendo, por exemplo, as escolas que abrangem o 1.º ciclo mais pequenas que as restantes, tendo em média cerca de 200 alunos, enquanto que as do 2.º e 3.º ciclos e as secundárias podem facilmente atingir os 2000 alunos.
Torre Norte do Instituto Superior TécnicoExiste ainda a possibilidade de qualquer estudante poder frequentar Cursos de Formação e de Educação, que dão equivalência ao 9.º ano, e Cursos Profissionais, que dão equivalência ao 12.º. Para além das habilitações literárias, o estudante recebe ainda certificação profissional. Assim, todos os estudantes podem concluir o Ensino Secundário, em regime diurno ou nocturno. Estes cursos estão disponíveis em escolas profissionais ou mesmo em escolas comuns.[92]
As universidades portuguesas existem desde 1290, sendo a primeira a Universidade de Coimbra, no entanto, estabeleceu-se primeiramente em Lisboa antes de se fixar definitivamente em Coimbra. As universidades são geralmente organizadas em faculdades. institutos e escolas também são comuns às denominações das subdivisões das instituições autónomas do ensino superior, e são sempre utilizadas no sistema politécnico. O seu ingresso é feito através da média final que o aluno obteve no Ensino Secundário, e após a realização dos exames necessários. A Declaração de Bolonha foi adoptada desde 2006 pelas universidades e institutos politécnicos portugueses.
Em termos estatísticos, a taxa de alfabetização nos adultos situa-se nos 95%. As matrículas para a escola primária estão próximas dos 100%. Apenas 20% da população portuguesa em idade de frequentar um curso de ensino superior, frequenta as instituições de ensino superior do país. Para além de ser um dos principais destinos para os estudantes internacionais, Portugal está também entre os principais locais de origem de estudantes internacionais. Todos os estudantes do ensino superior, tanto a estudar no país como no estrangeiro, totalizaram cerca de 380 mil alunos em 2005.
Saúde
Ver artigo principal: Saúde em Portugal
Hospital de São Teotónio, em Viseu.Em Portugal, a saúde é garantida a toda a população.[93]As unidades de saúde têm vindo a modernizar-se com o decorrer dos anos, nomeadamente em novos equipamentos e na humanização de serviços. Podem ser divididos em três tipos:
Hospitais - situados nas principais cidades e vilas portuguesas com maior número de população, garantem cuidados de saúde de grau superior, como cirurgias, e consultas de diversas especialidades;
Centros de Saúde e USF (Unidade de Saúde Familiar) - garantem ao utente consultas de algumas especialidades, consultas com o seu médico de família, tratamentos de enfermaria e cirurgias de pequena dimensão;
Postos Médicos - localizados principalmente nas localidades sede de freguesia, garantem ao utente consultas com o seu médico de família e tratamentos de enfermaria de grau primário.
Para além do sector público, também existem hospitais e clínicas privadas.
Portugal dispõe de um número de emergência médica, igual em todos os estados-membros da União Europeia. O transporte de emergência é assegurado por bombeiros, associações humanitárias e pelo INEM - Instituto Nacional de Emergência Médica. Em termos de unidades, Portugal dispõe de urgências espalhadas por todo o país. Para além destes serviços, o utente também tem ao seu dispor SAP's - Serviço de Atendimento Permanente, em que podem obter consultas 24 horas por dia. As farmácias asseguram os medicamentos á população. Para além da linha de emergência médica, os utentes têm ainda ao dispor uma linha de saúde, aberta 24 horas por dia, onde os utentes podem tirar dúvidas ou pedir ajuda. O objectivo da linha de saúde é ligar os portugueses à saúde e reduzir a procura desnecessária das urgências.[94]
Segundo a Constituição, os cidadãos têm direito a saúde tendencialmente gratuita.[95] Os utentes têm de pagar as suas consultas, tratamentos e cirurgias, embora para alguns utentes seja gratuito devido aos seus rendimentos, com por exemplo, reformados por invalidez.
Actualmente, o Ministério da Saúde está a efectuar diversas alterações a nível estrutural e administrativo e, prepara-se para a construção do maior hospital do país, o Hospital de Todos os Santos, em Lisboa.
O organismo que rege a segurança alimentar pública é a ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. Este instituto supervisiona todos os produtos alimentares que entram e saem do país, antes de serem consumidos pelo público, tendo uma acção directa na regulamentação e manutenção da saúde pública do país. Inspeccionam a qualidade, a higiene do produto, as embalagens a sua qualidade e viabilidade, e o tratamento da comida.
Ciência e Tecnologia
Ver artigo principal: Ciência e tecnologia em Portugal
Edifício da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.As actividades de investigação cientfíca e tecnológica em Portugal são sobretudo conduzida no âmbito de uma rede de unidades de I&D pertencentes a universidades públicas e estatais de gestão autónoma de investigação, em instituições como o INETI - Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação.[96] O financiamento deste sistema de investigação é conduzido principalmente sob a autoridade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.[97] As maiores unidades de I&D das universidades públicas, em número significativo de publicações, que alcançou o reconhecimento internacional, incluem instituições de investigação de biociências como o Instituto de Medicina Molecular,[98] o Centro de Neurociências e Biologia Celular,[99] o IPATIMUP, e o Instituto de Biologia Molecular e Celular.[100] Dentre as universidades privadas, centros de investigação notáveis incluem o Laboratório de Expressão Facial da Emoção. Dos centros de investigação notáveis apoiados pelo Estado, está o Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia, um esforço de investigação conjunta entre Portugal e Espanha. Entre as maiores instituições não estatais está o Instituto Gulbenkian de Ciência e a Fundação Champalimaud,[101] que atribui anualmente um dos mais elevados prémios monetários do mundo relacionado com a ciência. Uma série de empresas nacionais e multinacionais de alta tecnologia, são também responsáveis por projectos de investigação e desenvolvimento. Uma das mais antigas academias de Portugal é a Academia das Ciências de Lisboa.
Portugal fez acordos com várias organizações científicas europeias com vista à plena adesão. Estas incluem a Agência Espacial Europeia (ESA), o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), o ITER, e o Observatório Europeu do Sul (ESO). Portugal tem entrado em acordos de cooperação com o MIT (E.U.A.) e outras instituições norte-americanas, a fim de desenvolver e aumentar a eficácia do ensino superior e de investigação em Portugal.
Cultura
Ver artigo principal: Cultura de Portugal
Pavilhão Rosa Mota, Porto.
Arquitectura
Ver artigo principal: Arquitectura de Portugal
A Arquitectura Popular Portuguesa marcou a arquitectura portuguesa dos anos 50 que prevaleceu até ao final do Salazarismo.[102] Assiste-se hoje, em Portugal, a um fenómeno complementar e inovador, a arquitectura contemporânea, no âmbito da arquitectura portuguesa que, contrapõe a, conceitos velhos e conservadores de tradições e modos de operar, a uma intenção afirmada, de inovar o espaço e construí-lo com conceitos, materiais e técnicas que permitam viver em pleno a contemporaneidade. A arquitectura contemporânea cruza várias gerações em simultâneo que marcaram e continuam a marcar arquitectura portuguesa, desde meados do século XX até aos nossos dias. Fernando Távora, Manuel Tainha, Álvaro Siza, Victor Figueiredo, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto Moura, Filipe Oliveira Dias, Tomás Taveira e Carrilho da Graça são os arquitectos que traduzem o que de melhor se produz, de arquitectura, em Portugal. No entanto, estes projectos totalizam uma pequeníssima parte das construções efectuadas no país.
José Saramago, único português vencedor do Prémio Nobel da Literatura, em 1998.
Literatura
Ver artigo principal: Literatura de Portugal
Na literatura portuguesa, é eminente a poesia, estando entre os maiores poetas portugueses de todos os tempos Luís de Camões e Fernando Pessoa, aos quais se pode acrescentar Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, Cesário Verde, António Ramos Rosa, Mário Cesariny, Antero de Quental e Herberto Helder, entre outros. Na prosa, Damião de Góis, o Padre António Vieira, Almeida Garrett, Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Miguel Torga, Fernando Namora, José Cardoso Pires, António Lobo Antunes e José Saramago (Nobel de Literatura) são nomes de grande relevo. No teatro, destaca-se a figura maior de Gil Vicente, António José da Silva - dito "o Judeu" - e Bernardo Santareno.[103][104]
Música
Ver artigo principal: Música de Portugal
A música tradicional portuguesa é variada e muito rica. Do folclore fazem parte as danças do vira, do Minho, dos Pauliteiros de Miranda, da zona mirandesa, do Corridinho do Algarve ou do Bailinho, da Madeira. Instrumentos típicos são o cavaquinho, a gaita-de-foles, o acordeão, o violino, os tambores, a guitarra portuguesa (instrumento característico do fado) e uma variedade de instrumentos de sopro e percussão. Ainda na cultura popular existem as bandas filarmónicas que representam cada localidade e tocam vários estilos de música, desde a popular à clássica, sendo as bandas portuguesas das que melhor qualidade artística têm.
O mais conhecido estilo de música português é o Fado, cuja intérprete mais célebre foi Amália Rodrigues. O Fado tem nos últimos anos assistido ao aparecimento de jovens cantores que atingem grande êxito, como Camané, Mafalda Arnauth, Mariza e Mísia, entre outros.
Recentemente, através dos Madredeus e de cantores como Mariza ou Dulce Pontes, a música portuguesa tem atingido um patamar de reconhecimento internacional e tem ajudado a divulgar a língua portuguesa em todo o mundo.[105]
A nível de instrumentistas merece realce a carreira e composições do guitarrista Carlos Paredes, o mais conhecido mestre de guitarra portuguesa.
Vista interior do auditório da Casa da Música.Referências da canção de finais do século XX (principalmente do período pré e pós-revolucionário) são Zeca Afonso, Sérgio Godinho, os Trovante entre outros. Mesmo sendo ainda o fado o género mais conhecido além fronteiras, a "nova" música portuguesa também tem um papel importante, demonstrando grande originalidade. Sara Tavares, Lúcia Moniz, Jorge Palma, Rui Veloso, Clã, GNR, Ornatos Violeta, Xutos & Pontapés, Moonspell, Da Weasel, Fingertips e Primitive Reason são apenas alguns dos nomes mais conhecidos, indo do rock, à pop-electrónica e ao rap, entre outros estilos.
A música erudita portuguesa constitui um capítulo importante da música ocidental. Ao longo dos séculos, sobressaíram nomes de compositores e intérpretes como os trovadores Martim Codax e D. Dinis, os polifonistas Duarte Lobo, Filipe de Magalhães, Manuel Cardoso e Pedro de Cristo, o organista Manuel Rodrigues Coelho o compositor e cravista Carlos Seixas, a cantora Luísa Todi, o sinfonista e pianista João Domingos Bomtempo ou o compositor e musicólogo Fernando Lopes Graça. O período de ouro da música portuguesa coincidiu, discutivelmente, com o apogeu da polifonia clássica no século XVII (Escola de Évora, Santa Cruz de Coimbra). Entre as grandes referências actuais, pontificam os nomes dos pianistas Artur Pizarro, Maria João Pires, Olga Prats e Sequeira Costa, da violetista Anabela Chaves, do violinista Carlos Damas, do compositor Emmanuel Nunes, do compositor e maestro Álvaro Cassutto. As orquestras sinfónicas mais importantes são a Orquestra da Fundação Gulbenkian, a Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra Sinfónica Portuguesa. No que diz respeito à ópera, o Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa é o mais representativo.
Gastronomia
Ver artigo principal: Gastronomia de Portugal
Um copo de vinho do Porto.A gastronomia é muito rica em variedade e do agrado de nacionais e estrangeiros em geral. Cada zona do país tem os seus pratos típicos, incluindo os mais diversificados alimentos, passando pelas carnes de gado, carneiro, porco e aves, pelos variados enchidos, pelas diversas espécies de peixe fresco e marisco (grande variedade de pratos de bacalhau). Entre os queijos sobressaem os da Serra da Estrela e de Azeitão, entre muitos outros.
Portugal é um país fortemente vinícola, sendo célebres os vinhos do Douro, do Alentejo e do Dão, os vinhos verdes do Minho, e os licorosos do Porto e da Madeira. Em doçaria, e por entre uma enorme variedade de receitas tradicionais, são muito famosos os chamados pastéis de Belém, mantendo-se o segredo da sua confecção bem guardado, assim como os ovos moles de Aveiro, o pastel de Tentúgal, a sericaia ou o pão-de-ló de Ovar, a par de muitos outros.
De entre os pratos típicos, são de destacar o cozido à portuguesa, o bacalhau à Braz, à Gomes de Sá ou em pastéis, as espetadas da Madeira, o cozido vulcânico dos Açores (S. Miguel), o leitão assado à moda da Bairrada os rojões de Aveiro e do Minho, a chanfana da Beira, a carne de porco à alentejana, os peixes grelhados (em todo o país), as tripas (da região do Porto), as pataniscas (da região de Lisboa) ou o gaspacho (do Alentejo e Algarve). A cozinha portuguesa influenciou também outras gastronomias, tais como a japonesa, com a introdução da tempura.[106]
Desporto
Ver artigo principal: Desporto de Portugal
Adeptos portugueses apoiam a Selecção Portuguesa de Futebol.O futebol é o mais conhecido, amado e praticado desporto em Portugal. O lendário Eusébio é ainda um grande símbolo da história do futebol Português e os mais recentes fenómenos de popularidade Luís Figo, Rui Costa, João Vieira Pinto e Cristiano Ronaldo estão entre os numerosos exemplos de outros futebolistas de renome mundial nascidos em Portugal.
Equipa Desporto Fundação Liga Estádio Capacidade Treinador
Sport Lisboa e Benfica (SLB) Futebol 28 de Fevereiro de 1904 Liga Portuguesa Estádio do Sport Lisboa e Benfica (Estádio da Luz) 65.200 Quique Flores
Sporting Clube de Portugal (SCP) Futebol 1 de Julho de 1906 Liga Portuguesa Estádio José Alvalade - Século XXI 50.095 Paulo Bento
Futebol Clube do Porto (FCP) Futebol 28 de Setembro de 1893 Liga Portuguesa Estádio do Dragão 52.202 Jesualdo Ferreira
As modalidades desportivas em que o país mais se destaca a nível internacional são, além do futebol, a vela, equitação, o judo, o ciclismo, a esgrima, o hóquei em patins, o atletismo e o tiro. Portugal participou em todos os Jogos Olímpicos de Verão desde os Jogos de 1912, tendo tido 3 medalhas de ouro em atletismo (Carlos Lopes nos Jogos de 1984, Rosa Mota nos Jogos de 1988 e Fernanda Ribeiro nos Jogos de 1996) e numerosas medalhas de prata e bronze nos restantes desportos.
Turismo
Ver artigo principal: Turismo em Portugal
Praia da Marinha, Algarve.O Algarve, no Sul de Portugal, é por excelência um polo turístico internacional, de muitos nacionais e europeus, sobretudo britânicos. O clima e a temperatura da água são os principais factores que contribuem para o grande crescimento do turismo nesta região.
Já Lisboa atrai muitos turistas pela história e pelo recheio de monumentos (como o Aqueduto das Águas Livres, a Sé Catedral, a Baixa Pombalina, a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos). Os seus grandes pontos turísticos são os museus nacionais de Arte Antiga, dos Coches e do Azulejo, a Fundação Calouste Gulbenkian, o Centro Cultural de Belém e o Teatro Nacional de São Carlos. De destacar também o Oceanário de Lisboa, a diversão nocturna e toda a área envolvente ao recinto da Exposição Mundial de 1998.
A Península de Setúbal tem várias características naturais e culturais destacando-se a Serra da Arrábida, as Praias de Almada e Sesimbra, a Baía Natural do Seixal, as salinas de Alcochete, os Moinhos de Maré, as embarcações típicas do Tejo e Sado, as antigas vilas piscatórias e toda a fauna e flora ribeirinha.
A Região do Alto Douro VinhateiroNo Norte, o Porto é uma cidade que vem conquistando um lugar de relevo no panorama cultural do país e da Europa. Foi Capital Europeia da Cultura em 2001. A Fundação de Serralves e a Casa da Música são de visita obrigatória, bem como a Torre dos Clérigos (ex-libris da cidade) e a Sé destacando-se também o Teatro Nacional São João, os Jardins do Palácio de Cristal e toda a zona do centro histórico.
A Madeira é também um pólo turístico internacional, todo o ano, tanto pelo seu clima ameno e paisagens exuberantes, como pelo seu reveillon com o maior espectáculo de fogo-de-artifício do mundo, as suas flores, o internacionalmente conhecido Vinho da Madeira e a sua característica gastronomia.
Na lista do Património Mundial encontram-se os centros históricos do Porto, Angra do Heroísmo, Guimarães, Évora e Sintra. São também Património Mundial o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Mosteiro de Alcobaça, o Mosteiro da Batalha, o Convento de Cristo em Tomar, os sítios de arte rupestre do Vale do Côa, a floresta laurissilva da Ilha da Madeira, e as paisagens vitivinícolas da Ilha do Pico e do Alto Douro Vinhateiro.
Vista sobre a Vila de Sintra.O Algarve e a Madeira também são locais de eleição por turistas estrangeiros e nacionais para a prática de golf, desporto para cuja prática o país apresenta excelentes condições.
Portugal é também um pais onde se pratica, além de muitos outros desportos, surf. Entre os melhores spots estão o Guincho, Peniche, Ericeira, Carcavelos, S. Pedro e S. João do Estoril, Costa da Caparica e São Torpes.
Outras atracções importantes turísticas são as cidades de Braga (centro histórico, Bom Jesus e Bracalândia), Bragança (Centro Histórico, Castelo e Teatro Municipal), Chaves (centro histórico e termas), Coimbra (universidade, judiaria e Portugal dos Pequenitos), Vila Real (Solar de Mateus e Teatro Municipal), Covilhã e região envolvente (Serra da Estrela), as Aldeias Históricas da Beira Baixa e Beira Alta, Monsaraz e Marvão.
A floresta portuguesa potencia também a utilização turística, sendo de destacar o único parque nacional português (Parque Nacional da Peneda-Gerês).[107]
Religião
Ver artigo principal: Religião em Portugal
Nossa Senhora de FátimaA maioria dos Portugueses (cerca de 84,5% da população total - segundo os resultados oficiais dos censos 2001), inscrevem-se numa tradição católica.[108]A prática dominical do Catolicismo segundo um estudo da própria Igreja Católica (também de 2001) é realizada por 1.933.677 católicos praticantes (18,7% da população total) e o número de comungantes é de 1.065.036 (10,3% da população total). Cerca de metade dos casamentos realizados são casamentos católicos, os quais produzem automaticamente efeitos civis. O divórcio é permitido, conforme estabelecido no Código Civil, por mútuo consentimento ou por requerimento no tribunal por um dos cônjuges, apesar de o Direito Matrimonial Canónico não prever esta figura. Existem vinte dioceses em Portugal, agrupadas em três províncias eclesiásticas: Braga, Lisboa e Évora.
O protestantismo em Portugal possui várias denominações actuantes maioritariamente de cultos com inspiração evangélica neopentecostal (ex: Assembleia de Deus e Igreja Maná) ou de imigração brasileira (ex: IURD).
Mosteiro dos Jerónimos.As Testemunhas de Jeová contam com perto de 50.000 praticantes em Portugal, distribuídos por cerca de 650 congregações, sendo que os simpatizantes alcançam um número similar. Mais de 95.000 pessoas assistiram em 2007 à sua principal celebração, a Comemoração da Morte de Cristo. A religião está presente no país desde 1925, tendo sido proscrita oficialmente entre 1961 e 1974, período em que operou na clandestinidade. Em Dezembro de 1974, a Associação das Testemunhas de Jeová foi legalmente reconhecida, tendo hoje a sua sede em Alcabideche. Portugal é um dos 236 países onde esta denominação religiosa se encontra actualmente activa.
A comunidade judaica em Portugal conseguiu manter-se até à actualidade, não obstante a ordem de expulsão dos Judeus a 5 de Dezembro de 1496 por decreto do Rei D. Manuel I, obrigando muitos a escolher entre conversões forçadas ou a efectiva expulsão do país, ou à prisão e consequentes penas decretadas pela Inquisição portuguesa, que, precisamente por este motivo acabou por ser uma das mais activas na Europa. A forma como o culto se desenvolveu na vila raiana de Belmonte é um dos exemplos de perseverança dos Judeus como unidade em Portugal. Em 1506, em Lisboa, dá-se um massacre de Judeus em que perderam a vida entre 2.000 e 4.000 pessoas, um dos mais violentos na época, a nível europeu.
Existem ainda minorias islâmicas (15 000 pessoas)[109] e hindus, com base, na sua maioria, em descendentes de imigrantes, bem como alguns focos pontuais (alguns apenas a nível regional) de budistas, gnósticos e espíritas.
A Constituição Portuguesa garante liberdade religiosa total e a igualdade entre religiões,[110] apesar da Concordata que privilegia a Igreja Católica,[111] em várias dimensões da vida social, pelo que é comum, em algumas cerimónias oficiais públicas como inaugurações de edifícios ou eventos oficiais de Estado, haver a presença de um representante da Igreja Católica. No entanto, a posição religiosa dos políticos eleitos é normalmente considerada irrelevante pelos eleitores. A exemplo disso, dois dos últimos Presidentes da República (Mário Soares e Jorge Sampaio) eram pessoas assumidamente laicas.
Meios de comunicação social
Sede da Rádio e Televisão de Portugal em Lisboa.A comunicação social em Portugal está bem presente, sendo a televisão o meio de comunicação mais influente.
Rádio
A rádio apareceu em Portugal no segundo quartel do século XX. As primeiras emissões, em Onda Média, realizaram-se em 1932, pela então Emissora Nacional, fundada oficialmente em 1935, mas existente desde 1930, aquando de um decreto que criou, na dependência dos CTT, a Direcção dos Serviços Radio eléctricos, autorizando, em simultâneo, a aquisição dos primeiros emissores de Onda Média e Onda Curta em Portugal. Em 1934, realizaram-se as primeiras emissões em Onda Curta. A Emissora Nacional foi essencialmente definida à imagem de congéneres europeias. Concebida num quadro político interno e externo em que as rádios nacionais desempenhavam sobretudo um papel de veículo dos interesses do Governo, esta característica acentuou-se ainda mais no caso português em função do regime totalitário que vigorou até 1974. Após a queda do regime, as estações rádiofónicas são nacionalizadas e é criada a RDP - Rádiodifusão Portuguesa. A sua evolução proseguiu, com reorganizações internas e reformas, e hoje é denominada de RTP - Rádio e Televisão de Portugal. Actualmente, a RTP, empresa pública estatal, tem três emissoras: Antena 1, Antena 2 e Antena 3. Para além destas, existem emissoras privadas, sendo as mais conhecidas e antigas, a Rádio Renascença, a Rádio Comercial e o Rádio Clube Português. Também existem cerca de uma centena de rádios locais e regionais, sendo a Rádio Voz de Alenquer, a Rádio Seixal e a Rádio Festival as que se destacam pela grande aposta na música portuguesa. Com a evolução tecnológica, é possível ouvir a transmissão rádiofónica pela internet e por telemóvel.
Televisão
A televisão surgiu em Portugal na década de 50 do século XX. Por iniciativa do Governo, a constituição da RTP - Radiotelevisão Portuguesa, SARL é feita a 15 de Dezembro de 1955. Tratava-se, portanto de uma sociedade anónima, com capital tripartido entre o Estado, emissoras de radiodifusão privadas e particulares. As emissões experimentais da RTP (posteriormente, conhecida como RTP1) iniciaram-se em 1956, a partir da Feira popular, em Lisboa. No entanto, as emissões regulares, só se iniciariam a partir de 7 de Março de 1957. Devido à necessidade de organizar a programação de forma a satisfazer os telespectadores, criou-se a RTP 2, em 1968. Após o 25 de Abril de 1974, o estatuto da empresa concessionária da radiotelevisão foi alterado. Em 1975, a RTP foi nacionalizada, transformando-se na empresa pública Radiotelevisão Portuguesa, mais tarde Rádio e Televisão de Portugal.[112]Nos finais do século, o Estado concedeu licença para a criação de duas estações de televisão: SIC[113] (1992) e TVI[114] (1993). Actualmente, estes são os únicos quatro canais em sinal aberto existentes em Portugal. Para além dos canais nacionais, existem dois regionais: RTP Açores (1975) e RTP Madeira (1972). A RTP e a SIC possuem canais internacionais e por cabo. Em Portugal também é possível assistir a canais por cabo e via satélite. Com a evolução tecnológica, é possível ver televisão pela internet e por telemóvel.
Imprensa
O jornal Açoriano Oriental é o jornal mais antigo de Portugal e está entre os dez mais antigos do Mundo. Foi fundado a 18 de Abril de 1835, num período que corresponde a um momento áureo do jornalismo a nível nacional e internacional. Quatro meses antes do aparecimento da publicação, tinha sido promulgada a primeira lei de liberdade de Imprensa em Portugal. Desde aí, vários jornais têm surgido ao longo dos anos, sendo de destacar os jornais O Século, o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias.
Em Portugal, existem várias revistas nas bancas sobre os mais variados temas, sendo as que tratam os assuntos da vida social que tem mais leitores. Destas, a Nova Gente, a Caras, a Lux, a VIP e a Flash são as mais vendidas.[115]
Feriados
Ver artigo principal: Feriados em Portugal
Data Nome Observações
1 de Janeiro Ano Novo Passagem de ano, início do ano novo. Este feriado celebra a Solenidade de Santa Maria, mãe de Jesus, sendo a primeira grande festa dos cristãos.
Terça-feira, festa móvel Carnaval Feriado facultativo, sendo rara a sua não utilização na prática. A data tem origem na tradição de antes de se iniciar a Quaresma, haver uma época de maior exagero e menos temperança. É também conhecido por Entrudo.
Sexta-feira, festa móvel Sexta-Feira Santa Celebra a Paixão e Morte de Jesus Cristo em Jerusalém.
Domingo, festa móvel Páscoa Sendo celebrado a um Domingo, não é classificado como feriado oficial. As tradições gastronómicas da Páscoa variam muito entre as diversas regiões do país desde o pão-de-ló ao folar. Em algumas regiões, a tracção do Compasso ainda se mantém mesmo nas grandes cidades quando um pequeno grupo visita cada casa com um crucifixo e onde é feita uma pequena cerimónia de bênção da casa. Também é altura da segunda visita tradicional dos afilhados solteiros aos respectivos padrinhos para receberem a prenda de Páscoa, tradicionalmente, o Folar.
25 de Abril Dia da Liberdade Celebração da Revolução dos Cravos que marcou o fim do regime ditatorial em 1974.
1 de Maio Dia do Trabalhador Este feriado celebra todos os trabalhadores.
Quinta-feira, festa móvel Corpo de Deus Segunda quinta-feira a seguir à Festa de Pentecostes (Espírito Santo). Celebra o culto à Eucaristia, e está arraigado desde a Idade Média.
10 de Junho Dia de Portugal Oficialmente Dia de Portugal, de Camões, e das Comunidades Portuguesas. A data do falecimento de Luís Vaz de Camões em 1580 é utilizada para relembrar os feitos passados e condecorar heróis.
15 de Agosto Assunção de Nossa Senhora Este feriado celebra a Assunção da Virgem Maria ao Céu. É uma das festas mais antigas da Cristandade, e na Península Ibérica era chamada a Senhora de Agosto.
5 de Outubro Implantação da República Este feriado celebra a Proclamação da República Portuguesa
1 de Novembro Todos os Santos Tradicionalmente utilizado para recordar entes falecidos, celebra, no entanto, todos os santos cristãos, já que os defuntos se celebram no dia a seguir, 2 de Novembro.
1 de Dezembro Restauração da Independência Celebra a restauração da nacionalidade, em 1640.
8 de Dezembro Imaculada Conceição Padroeira de Portugal desde 1646. É uma das maiores festas cristãs, e a festa mais querida dos portugueses, já que, até há alguns anos, era também o chamado Dia da Mãe.
25 de Dezembro Natal Celebra o nascimento de Jesus Cristo, em Belém. A noite de 24 para 25, vulgarmente chamada de Consoada, é marcada pela Missa do Galo. É também marcada pela gastronomia típica desta época, pelos jantares em família e pela troca de presentes, que pode efectuar-se logo após o jantar, após a meia-noite ou na manhã do dia 25.
Portugal
Portugal [ˈpɔɹtʃəgəl] (help·info), officially the Portuguese Republic (Portuguese: República Portuguesa),[3] is a country on the Iberian Peninsula. Located in southwestern Europe, Portugal is the westernmost country of mainland Europe and is bordered by the Atlantic Ocean to the west and south and by Spain to the north and east. The Atlantic archipelagos of the Azores and Madeira are also part of Portugal.
The land within the borders of today's Portuguese Republic has been continuously settled since prehistoric times. Some of the earliest civilizations include Lusitanians and Celtic societies. Incorporation into the Roman Republic dominions took place in the 2nd century BC. The region was ruled and colonized by Germanic peoples, such as the Suebi and the Visigoths, from the 5th to the 8th century. From this era, some vestiges of the Alans were also found. The Muslim Moors arrived in the early 8th century and conquered the Christian Germanic kingdoms, eventually occupying most of the Iberian Peninsula. In the early 1100s, during the Christian Reconquista, Portugal appeared as a kingdom independent of its neighbour, the Kingdom of León and Galicia. In a little over a century, in 1249, Portugal would establish almost its entire modern-day borders by conquering territory from the Moors.
During the 15th and 16th centuries, with a global empire that included possessions in Africa, Asia and South America, Portugal was one of the world's major economic, political, and cultural powers. In the 17th century, the Portuguese Restoration War between Portugal and Spain ended the sixty year period of the Iberian Union (1580–1640). In the 19th century, armed conflict with French and Spanish invading forces and the loss of its largest territorial possession abroad, Brazil, disrupted political stability and potential economic growth. After the Portuguese Colonial War and the Carnation Revolution coup d'état in 1974, the ruling regime was deposed in Lisbon and the country handed over its last overseas provinces in Africa. Portugal's last overseas territory, Macau, was handed over to China in 1999.
Portugal is a developed country,[4] has a high Human Development Index and has the 19th highest quality of life in the world,[5] although having the lowest GDP per capita of Western European countries. It is a member of the European Union (since 1986) and the United Nations (since 1955); as well as a founding member of the Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD), North Atlantic Treaty Organization, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Community of Portuguese Language Countries, CPLP), and the European Union's Eurozone. Portugal is also a Schengen state. According to the Global Peace Index, Portugal is the 7th most peaceful country in the world.
Contents [hide]
1 History
2 Administrative divisions
3 Geography and climate
4 Government and politics
5 Foreign relations
6 Military
7 Economy
8 Energy, transportation, communications, water supply and sanitation
9 Demographics
10 Education, science and technology
11 Law
12 Religion
13 Language
14 Culture
15 Cuisine
16 Sports and games
17 International rankings
17.1 Political and economic rankings
17.2 Health rankings
17.3 Other rankings
18 Facts and figures
19 See also
20 References
21 External links
[edit] History
Main article: History of Portugal
Main language areas in Iberia circa 200BC.The early history of Portugal, whose name derives from the Roman name Portus Cale, is shared with the rest of the Iberian Peninsula. The region was settled by Pre-Celts and Celts, giving origin to peoples like the Gallaeci, Lusitanians, Celtici and Cynetes, visited by Phoenicians and Carthaginians, incorporated in the Roman Republic dominions (as Lusitania after 45 BC), settled again by Suevi, Buri, and Visigoths, and conquered by Moors. Other minor influences include some 5th century vestiges of Alan settlement, which were found in Alenquer, Coimbra and even Lisbon.[6] In 868, during the Reconquista (by which Christians reconquered the Iberian peninsula from the Muslim and Moorish domination), the First County of Portugal was formed. A victory over the Muslims at Ourique in 1139 is traditionally taken as the occasion when Portugal is transformed from a county (County of Portugal as a fief of the Kingdom of León) into an independent kingdom - the Kingdom of Portugal.
The Castle of Guimarães, known as the cradle of Portugal.On 24 June 1128, the Battle of São Mamede occurred near Guimarães. At the Battle of São Mamede, Afonso Henriques, Count of Portugal, defeated his mother, Countess Teresa, and her lover, Fernão Peres de Trava, in battle - thereby establishing himself as sole leader. Afonso Henriques officially declared Portugal's independence when he proclaimed himself king of Portugal on 25 July 1139, after the Battle of Ourique, he was recognized as such in 1143 by Afonso VII, king of León and Castile, and in 1179 by Pope Alexander III. Afonso Henriques and his successors, aided by military monastic orders, pushed southward to drive out the Moors, as the size of Portugal covered about half of its present area. In 1249, this Reconquista ended with the capture of the Algarve on the southern coast, giving Portugal its present day borders, with minor exceptions.
Progress of the Christian Reconquista.In 1373, Portugal made an alliance with England, which is the longest-standing alliance in the world.
In 1383, the king of Castile, husband of the daughter of the Portuguese king who had died without a male heir, claimed his throne. An ensuing popular revolt led to the 1383-1385 Crisis. A faction of petty noblemen and commoners, led by John of Aviz (later John I), seconded by General Nuno Álvares Pereira defeated the Castilians in the Battle of Aljubarrota. This celebrated battle is still a symbol of glory and the struggle for independence from neighboring Spain.
In the following decades, Portugal spearheaded the exploration of the world and undertook the Age of Discovery. Prince Henry the Navigator, son of King João I, became the main sponsor and patron of this endeavor.
In 1415, Portugal gained the first of its overseas colonies when a fleet conquered Ceuta, a prosperous Islamic trade center in North Africa. There followed the first discoveries in the Atlantic: Madeira and the Azores, which led to the first colonization movements.
Throughout the 15th century, Portuguese explorers sailed the coast of Africa, establishing trading posts for several common types of tradable commodities at the time, ranging from gold to slaves, as they looked for a route to India and its spices, which were coveted in Europe. In 1498, Vasco da Gama finally reached India and brought economic prosperity to Portugal and its then population of one million residents.
Padrão dos Descobrimentos, a monument to Prince Henry the Navigator and the Portuguese Age of Discovery, Lisbon.In 1500, Pedro Álvares Cabral, en route to India, discovered Brazil and claimed it for Portugal.[7] Ten years later, Afonso de Albuquerque conquered Goa, in India, Ormuz in the Persian Strait, and Malacca in what is now a state in Malaysia. Thus, the Portuguese empire held dominion over commerce in the Indian Ocean and South Atlantic. The Portuguese sailors set out to reach Eastern Asia by sailing eastward from Europe landing in such places like Taiwan, Japan, the island of Timor, and it may also have been Portuguese sailors that were the first Europeans to discover Australia.[8]
Portugal's independence was interrupted between 1580 and 1640. Because the heirless King Sebastian died in battle in Morocco, Philip II of Spain claimed his throne and so became Philip I of Portugal. Although Portugal did not lose its formal independence, it was governed by the same monarch who governed Spain, briefly forming a union of kingdoms, as a personal union; in 1640, John IV spearheaded an uprising backed by disgruntled nobles and was proclaimed king. The Portuguese Restoration War between Portugal and Spain on the aftermath of the 1640 revolt, ended the sixty-year period of the Iberian Union under the House of Habsburg. This was the beginning of the House of Braganza, which was to reign in Portugal until 1910. On 1 November 1755, Lisbon, the largest city and capital of the Portuguese Empire, was strongly shaken by an earthquake which killed thousands and destroyed a large portion of the city.
In the autumn of 1807 Napoleon moved French troops through its allied Spain to invade Portugal. From 1807 to 1811, British-Portuguese forces would successfully fight against the French invasion of Portugal.
An anachronous map of the Portuguese Empire (1415–1999). Red - true possessions; Pink - explorations, areas of influence and trade and claims of sovereignty; Blue - main sea explorations, routes and areas of influence. The disputed discovery of Australia is not shown.Portugal began a slow but inexorable decline until the 20th century. This decline was hastened by the independence in 1822 of the country's largest colonial possession, Brazil. At the height of European colonialism in the 19th century, Portugal had lost its territory in South America and all but a few bases in Asia. During this phase, Portuguese colonialism focused on expanding its outposts in Africa into nation-sized territories to compete with other European powers there. Portuguese territories eventually included the modern nations of Cape Verde, São Tomé and Príncipe, Guinea-Bissau, Angola, and Mozambique.
Map of the Portuguese Overseas provinces in Africa by the time of the Portuguese Colonial War (1961–1974).In 1910, a revolution deposed the Portuguese monarchy, but chaos continued and considerable economic problems were aggravated by the military intervention in World War I, which led to a military coup d'état in 1926. This in turn led to the establishment of the right-wing dictatorship of the Estado Novo under António de Oliveira Salazar.
In December 1961, the Portuguese army was involved in armed action in its colony of Portuguese India against an Indian invasion. The operations resulted in the defeat of the isolated and relatively small Portuguese defense force which was not able to resist a much larger enemy. The outcome was the loss of the Portuguese territories in the Indian subcontinent.
Also in the early 1960s, independence movements in the Portuguese overseas provinces of Angola, Mozambique, and Portuguese Guinea, in Africa, resulted in the Portuguese Colonial War (1961–1974). In April 1974, a bloodless left-wing military coup in Lisbon, known as the Carnation Revolution, led the way for a modern democracy as well as the independence of the last colonies in Africa shortly after. However, Portugal's last overseas territory, Macau (Asia), was not handed over to the People's Republic of China until as late as 1999.
From the 1940s to the 1960s, Portugal was a founding member of NATO, OECD and EFTA. In 1986, Portugal joined the European Union (then the European Economic Community). In 1999, Portugal was one of the founding countries of the euro and the Eurozone. It is also a co-founder of the Community of Portuguese Language Countries (CPLP), established in 1996 and headquartered in Lisbon.
[edit] Administrative divisions
Sete Cidades, São Miguel Island, Azores.
Map of Mainland Portugal and the two autonomous regions of Portugal (not in their actual locations).Main article: Administrative divisions of Portugal
Portugal has an administrative structure of 308 municipalities (Portuguese singular/plural: concelho/concelhos), which are subdivided into more than 4,000 parishes (freguesia/freguesias). Municipalities are grouped for administrative purposes into superior units. For continental Portugal the municipalities are gathered in 18 Districts, while the Islands have a Regional Government directly above them. Thus, the largest unit of classification is the one established since 1976 into either mainland Portugal (Portugal Continental) or the autonomous regions of Portugal (Azores and Madeira).
The 18 district capitals of mainland Portugal are: Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisbon, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, and Viseu - each district takes the name of the district capital.
The European Union's system of Nomenclature of Territorial Units for Statistics is also used. According to this system, Portugal is divided into 7 regions (Açores, Alentejo, Algarve, Centro, Lisboa, Madeira, and Norte), which are subdivided into 30 subregions.
[edit] Geography and climate
Main articles: Geography of Portugal and Conservation areas of Portugal
Montesinho Natural Park in northeast Portugal.The climate can be classified as Mediterranean type csa in the south and csb in the north, according to the Köppen climate classification. Portugal is one of the warmest European countries, the annual temperature averages in mainland Portugal are 13 °C (55 °F) in the north and 18 °C (64 °F) in the south and it is over 20 °C (68°F) on the warmest spots, like south coast of Madeira island. The Madeira and Azores Atlantic archipelagos have a narrower temperature range. Extreme temperatures occur in the mountains of Northeastern parts of the country in winter (where they may fall to -15 °C) and Southeastern parts in summer. Sea coastal areas are milder. Absolute extremes registered so far have been -23 °C[citation needed] in the big mountain of Serra da Estrela and 48 °C in the Alentejo region. There are registered values of 50,5 for Riodades.[9] It is very plausible that these values can be registered on the Guadiana, Douro and Tagus (Tejo) warmest valleys.
Mainland Portugal is split by its main river, the Tagus. The northern landscape is mountainous in the interior areas, with plateaus indented by river valleys. The south, between the Tagus and the Algarve (the Alentejo), features mostly rolling plains and a climate somewhat warmer and drier than in the cooler and rainier north. The Algarve, separated from the Alentejo by mountains, has a climate much like southern coastal Spain.
Portugal's Exclusive Economic Zone is a sea zone over which the country has special rights of exploration and use of marine resources.
Cork oak on wheat field, a typical image of the Alentejo region.
Praia da Marinha, Lagoa, Algarve.The islands of the Azores are located in the Mid-Atlantic Ridge whilst the Madeira islands were formed by the activity of an in-plate hotspot, much like the Hawaiian Islands. Some islands have had volcanic activity as recently as 1957. Azores have a subtropical humid climate, as well as Madeira which is warmer and more diversified. In the mountains it is possible to have a mountain temperate climate, on the lowlands subtropical humid climate with the exception of Porto Santo (Warm Inframediterranean climate) and Salvages islands (Ilhas Selvagens) with a desertic climate. Portugal's highest point is Mount Pico on Pico Island in the Azores. This is an ancient volcano measuring 2,350 meters (7,713 ft). Mainland Portugal's highest point is Serra da Estrela, measuring 1993 meters (6,558 ft). Portugal's Exclusive Economic Zone, a seazone over which the Portuguese have special rights over the exploration and use of marine resources, has 1,727,408 km². This is the 3rd largest Exclusive Economic Zone of the European Union and the 11th in the world.
Conservation areas of Portugal include one national park (Parque Nacional), 12 natural parks (Parque Natural), 9 natural reserves (Reserva Natural), 5 natural monuments (Monumento Natural), and 7 protected landscapes (Paisagem Protegida), ranging from the Parque Nacional da Peneda-Gerês to the Parque Natural da Serra da Estrela to the Paul de Arzila. Climate and geographical diversity shaped the Portuguese Flora.
Protected areas within Mainland Portugal.Due to economic reasons the pine tree (especially the Pinus pinaster and Pinus pinea species), the chestnut tree (Castanea sativa), the cork oak (Quercus suber), the holm oak (Quercus ilex), and the eucalyptus (Eucalyptus globulus) are very widespread.
Mammalian fauna is diverse and includes the fox, badger, Iberian lynx, Iberian Wolf, wild goat (Capra pyrenaica), wild cat (Felis silvestris), hare, weasel, polecat, mongoose, civet, brown bear (spotted near Rio Minho, close to Peneda-Gerês) and many others. Portugal is an important stopover place for migratory birds, like in Saint Vicent Cape or Monchique mountain, where it can be seen thousands of birds that fly from Europe to Africa in the Autumn or on the opposite direction, in the Spring. They congregate here, because Iberian Peninsula is the closest place in Europe to Africa. Portugal has around 600 bird species and almost every year there are new records. The islands have some species of American, European, and African origin, while the mainland shares European and African bird species. Portugal has over 100 freshwater fish species and vary from the giant European catfish (Tejo International Natural Park) to some small and endemic species that live only in small and located lakes (West Zone, for example). Some of these rare and specific species are highly endangered due to habitat loss, pollution and drought. Marine fish species number are on the thousands mark and include the sardine (Sardina pilchardus), tuna and Atlantic mackerel. The marine bioluminescence is very well-represented (in different colors spectra and forms), with interesting phenomena like the glowing plankton, that is possible to observe in some beaches. In Portugal is possible also to observe the upwelling phenomena, specially on the west coast, which turns the sea extremely rich in nutrients and biodiversity. Portuguese marine waters are one of the richest in biodiversity of the world.
Insect fauna has many endemic species, that are only found in some places in Portugal, others are more widespread like the stag beetle (Lucanus cervus) and the cicada. Macaronesian islands (Azores and Madeira) have many endemic species (like birds, reptiles, bats, insects, snails and slugs) that developed differently from any place in the world due to its isolated location and so evolved very unique species. Only in Madeira is possible to observe 200 species of land gastropods. Laurissilva is a unique type of subtropical rainforest in Europe and in the world. It is found in Madeira and Azores, Portugal, and also on the Canary islands, Spain.
[edit] Government and politics
Assembly of the Republic, Lisbon.Main article: Politics of Portugal
Portugal is a democratic republic ruled by the constitution of 1976 with Lisbon, the nation's largest city, as its capital. The four main governing components are the president of the republic, the assembly of the republic, the government, and the courts. The constitution grants the division or separation of powers among legislative, executive, and judicial branches. Portugal like most European countries has no state religion, making it a secular state.
José Sócrates, current Prime Minister of Portugal.The president, who is elected to a five-year term, has a supervising, non-executive role. The current President is Aníbal Cavaco Silva. The Assembly of the Republic is a unicameral parliament composed of 230 deputies elected for four-year terms. The government is headed by the prime minister (currently José Sócrates), who chooses the Council of Ministers, comprising all the ministers and the respective state secretaries.
The national and regional governments (those of Azores and Madeira autonomous regions), and the Portuguese parliament, are dominated by two political parties, the Socialist Party and the Social Democratic Party. Minority parties Unitarian Democratic Coalition (Portuguese Communist Party plus Ecologist Party "The Greens"), Bloco de Esquerda (Left Bloc) and CDS-PP (People's Party) are also represented in the parliament and local governments.
The courts are organized into categories, including judicial, administrative, and fiscal. The supreme courts are the courts of last appeal. A thirteen-member constitutional court oversees the constitutionality of legislation.
[edit] Foreign relations
Main article: Foreign relations of Portugal
Portugal is a founding member of NATO (1949), OECD (1961) and EFTA (1960); it left the latter in 1986 to join the European Economic Community, that would become the European Union in 1993. In 1996 it co-founded the Community of Portuguese Language Countries (CPLP). The country is a member state of the United Nations since 1955.
It has a friendship alliance and dual citizenship treaty with Brazil. Portugal is part of the world's oldest active alliance through its treaty with the United Kingdom.
The only international dispute concerns the municipality of Olivença. Under Portuguese sovereignty since 1297, the municipality of Olivença was ceded to Spain under the Treaty of Badajoz in 1801, after the War of the Oranges. Portugal claimed it back in 1815 under the Treaty of Vienna. Nevertheless, bilateral diplomatic relations between the two neighbouring countries are cordial, as well as within the European Union.
[edit] Military
Main articles: Military history of Portugal and Portuguese Armed Forces
Portuguese Air Force F-16.The armed forces have three branches: Army, Navy, and Air Force. The military of Portugal serves primarily as a self-defense force whose mission is to protect the territorial integrity of the country and providing humanitarian assistance and security at home and abroad. As of 2002, the total armed forces of Portugal numbered 43,600 active personnel including 2,875 women. Reservists numbered 210,930 for all services. The army had 25,400 personnel with equipment including 187 main battle tanks. The navy of 10,800, including 1,580 marines, had two submarines, six frigates, and 28 patrol and coastal combatants. The air force of 7,400 was equipped with 50 combat aircraft. Paramilitary police and republican guards, the Guarda Nacional Republicana (GNR), number 40,900. GNR is a police force under the authority of the military, its soldiers are subject to military law and organization. It has provided detachments for participation in international operations in Iraq and East Timor. The United States maintains a military presence with 770 troops. Portugal participates in peacekeeping operations in several regions. Defense spending in 1999–00 was $1.3 billion, representing 2.2% of GDP.
Since the early 2000s, compulsory military service is no longer practiced. The changes also turned the forces' focus towards professional military engagements. The age for voluntary recruitment is set at 18. In the 20th century, Portugal engaged in two major military interventions: the First Great War and the Portuguese Colonial War (1961–1974). Portugal has participated in peacekeeping missions in East Timor, Bosnia, Kosovo, Afghanistan, Iraq (Nasiriyah), and Lebanon. The Portuguese Military's Rapid Reaction Brigade, a combined force of the nation's elite Paratroopers, Special Operations Troops Centre, and Commandos, is a special elite fighting force.
[edit] Economy
Main articles: Economy of Portugal and Economic history of Portugal
Portuguese GDP growth since 1980.Portugal's economy is based on services and industry such as software and automotive. Business services have overtaken more traditional industries[1] such as textiles, clothing, footwear, cork and wood products and beverages (wine, beer, juice, soft drinks). The country has increased its role in the automotive, mold-making and software sectors. Services, particularly tourism, are playing an increasingly important role. Portugal's European Union (EU) funding will be cut by 10%, to 22.5 billion euros, during the 2007–2013 period. EU expansion into eastern Europe has erased Portugal's past competitive advantage and relative low labor costs. Portugal's economic development model has been changing from one based on public consumption and public investment to one focused on exports, private investment, and development of the high-tech sector. At present, Portugal is exporting more technology than it imports.[1]
The Vasco da Gama Tower, in Lisbon, was built for the 1998 Lisbon World Exposition as the European Union Pavillion. The positive impact of the exposition on the economy was felt at that time.Portugal joined the European Union in 1986 and started a process of modernization within the framework of a stable environment. It has achieved a healthy level of growth. Successive governments have implemented reforms and privatized many state-controlled firms and liberalized key areas of the economy. Portugal was one of the founding countries of the euro in 1999, and therefore is integrated into the Eurozone. Major industries include oil refineries, automotive, cement production, pulp and paper industry, textile, footwear, furniture, and cork (of which Portugal is the world's leading producer).[10] Manufacturing accounts for 33% of exports. Portugal is the world's fifth-largest producer of tungsten, and the world's eleventh-largest producer of wine. Agriculture and fishing no longer represents the bulk of the economy. However, Portugal has a strong tradition in the fisheries sector and is one of the countries with the highest fish consumption per capita.[11] Portuguese wines, namely Port Wine (named after the country's second largest city, Porto) and Madeira Wine (named after Madeira Island), are exported worldwide. Tourism is also important, especially in mainland Portugal's southernmost region of the Algarve and in the Atlantic Madeira archipelago.
Portuguese national side of a 2 euro coin. The centrepiece is the 1144 royal seal of King Afonso Henriques.The Global Competitiveness Report for 2005, published by the World Economic Forum, placed Portugal's competitiveness on the 22nd position, ahead of countries and territories such as Spain, Ireland, France, Belgium and Hong Kong . This represented an increase of two places from the 2004 ranking. Portugal was ranked 20th on the Technology index and 15th on the Public Institutions index.[12] However, the Global Competitiveness Index 2007-2008 placed Portugal on the 40th position out of 131 countries and territories.[13]
Research about standard of living by the Economist Intelligence Unit's quality of life survey[14] placed Portugal as the country with the 19th-best quality of life in the world for the year 2005, ahead of other economically and technologically advanced countries like France, Germany, the United Kingdom and South Korea. This is despite the fact that Portugal has the lowest per capita GDP in Western Europe and among the lowest in the European Union.
Major State-owned companies include Águas de Portugal (water), Caixa Geral de Depósitos (banking), Comboios de Portugal (railways) and CTT (postal services). Publicly-owned companies like EDP, Galp, Jerónimo Martins, Millennium bcp, Portugal Telecom and Sonae are among the largest corporations of Portugal by both number of employees and net income.
The major stock exchange is the Euronext Lisbon which is part of the NYSE Euronext, the first global stock exchange. The PSI-20 is Portugal's most selective and widely known stock index.
[edit] Energy, transportation, communications, water supply and sanitation
Vasco da Gama Bridge, over the River Tagus, is the longest bridge in Europe.[15][16]Main articles: Transportation in Portugal, Communications in Portugal, Renewable energy in Portugal, and Water supply and sanitation in Portugal
In 2006 the world's largest solar power plant began operating in the nation's sunny south while the world's first commercial wave power farm opened in October 2006 in the Norte region. As of 2006, 55% of electricity production was from coal and fuel power plants. The other 40% was produced by hydroelectrics and 5% by wind energy. The government is channeling $38,000,000,000 into developing renewable energy sources over the next five years.
Portugal wants renewable energy sources like solar, wind and wave power to account for nearly half of the electricity consumed in the country by 2010. "This new goal will place Portugal in the frontline of renewable energy and make it, along with Austria and Sweden, one of the three nations that most invest in this sector", Prime Minister José Sócrates said.
Alqueva Dam, Alentejo - irrigation and hydroelectric power generation facility which created the largest artificial lake in Western Europe.Transportation was seen as a priority in the 1990s, pushed by the growing use of automobiles and industrialization. The country has a 68,732 km (42,708 mi) network of roads, of which almost 3,000 km (1,864 mi) are part of a 44 motorways system.
The two principal metropolitan areas have subway systems: Lisbon Metro and Metro Sul do Tejo in Lisbon Metropolitan Area and Porto Metro in Porto, each with more than 35 km (22 mi) of lines. Construction of a high-speed TGV line connecting Porto with Lisbon, Lisbon with Madrid and Porto with Vigo will begin in 2008.
Porto Metro light rail.Lisbon's geographical position makes it a stopover point for many foreign airlines at airports all over the country. The government decided to build a new airport outside Lisbon, in Alcochete, to replace Lisbon's Portela airport. Currently, the most important airports are in Lisbon, Faro, Porto, Funchal (Madeira), and Ponta Delgada (Azores). Portugal has one of the highest mobile phone penetration rates in the world (the number of operative mobile phones already exceeds the population). This network also provides wireless mobile Internet connections as well, and covers the entire territory. As of October 2006, 36.8% of households had high-speed Internet services and 78% of companies had Internet access. Most Portuguese watch television through cable (June 2004: 73.6% of households). Paid Internet connections are available at many cafés, as well as many post offices. One can also surf on the Internet at hotels, conference centres and shopping centres, where special areas are reserved for this purpose. Free internet access is also available to Portuguese residents at "Espaços de Internet" across the country.
Portugal has also modernized its water supply and sanitation system, in particular by increasing the rate of wastewater treated with support from EU subsidies to 80%. The country has also established a modern institutional and legal framework for the water and sanitation sector, including an autonomous regulatory agency, a national asset holding company called Águas de Portugal and a number of multi-municipal utilities. This replaced an institutionally fragemented sector structure, under which the country's 308 municipalities - many of them very small - had exclusive responsibility for water and sanitation.
[edit] Demographics
Main articles: Demographics of Portugal and Immigration to Portugal
Grande Lisboa, Portugal's most populated subregion.
Douro river crossing Grande Porto, Portugal's second most populated subregion.
Funchal, Madeira, is the largest Portuguese city outside mainland Portugal.The population of Portugal, the first unified national-state in Western Europe, has been extremely homogeneous for most of its history. A single religion and a single language have contributed to this ethnic and national unity. The great majority of Portuguese are Roman Catholic, though a large percentage consider themselves non-practising, especially in urban lands. Portugal was one of the last western European nations to give up its colonies and overseas territories, turning over the administration of Macau to China in 1999. Its colonial history has been fundamental to national identity, as has its geographic position at the margin of Europe looking out to the Atlantic. The country is fairly homogeneous linguistically and religiously. Native Portuguese are ethnically a combination of Celts, Lusitanians, Phoenicians, Romans, Germanic (Visigoths, Suebi, Buri), Alans, Jews and Moors (mostly Berbers and Arabs).
In the 2001 census, the population was 10,355,824 of which 52% was female, 48% was male. By 2007, Portugal had 10,617,575 inhabitants of whom about 332,137 were legal immigrants.[17] Portugal, long a country of emigration, has now become a country of net immigration,[18] and not just from the last Indian (Portuguese until 1961), African (Portuguese until 1975), and Far East Asian (Portuguese until 1999) overseas territories. Since the 1990s, along with a boom in construction, several new waves of Ukrainian, Brazilian, people from the former Portuguese colonies in Africa and other Africans have settled in the country. Those communities currently make up the largest groups of immigrants in Portugal. Romanians, Moldovans and Chinese also have chosen Portugal as destination. A number of EU citizens from the United Kingdom, Spain and other EU member states, also have chosen Portugal as destination, with the British community being mostly composed of retired pensioners and the Spaniards composed of professionals (medical doctors, business managers, businesspersons, nurses, etc.).[19] Portugal's gypsy population, estimated at about 40,000,[20] offers another element of ethnic diversity. Most gypsies live apart, and primarily in the south. They can often be found at rural markets selling clothing and handicrafts. Portugal also has small Protestant, Muslim and Jewish communities, largely composed of foreigners.
The most populous cities are Lisbon, Porto, Vila Nova de Gaia, Amadora, Braga, Almada, Coimbra, Funchal and Setúbal. There are seven Greater Metropolitan Areas (GAMs): Algarve, Aveiro, Coimbra, Lisbon, Minho, Porto and Viseu.
Rank City name Population Metropolitan area Subregion
1 Lisbon 564,657 Greater Metropolitan Area of Lisbon Grande Lisboa
2 Porto 263,131 Greater Metropolitan Area of Porto Grande Porto
3 Vila Nova de Gaia 178,255 Greater Metropolitan Area of Porto Grande Porto
4 Amadora 175,872 Greater Metropolitan Area of Lisbon Grande Lisboa
5 Braga 109,460 Greater Metropolitan Area of Minho Cávado
6 Almada 101,500 Greater Metropolitan Area of Lisbon Península de Setúbal
7 Coimbra 101,069 Greater Metropolitan Area of Coimbra Baixo Mondego
8 Funchal 100,526 N/A Madeira
9 Setúbal 89,303 Greater Metropolitan Area of Lisbon Península de Setúbal
10 Agualva-Cacém 81,845 Greater Metropolitan Area of Lisbon Grande Lisboa
Source: INE census, 2001.
[edit] Education, science and technology
Main articles: Education in Portugal, Higher education in Portugal, and Science and technology in Portugal
The tower of the University of Coimbra, Coimbra - the university is one of the oldest in continuous operation in the world.The educational system is divided into preschool (for those under age 6), basic education (9 years, in three stages, compulsory), secondary education (3 years, till the 12th grade), and higher education (university and polytechnic).
Total adult literacy rate is 95%. Portuguese primary school enrollments are close to 100%. About 20% of college-age students attend one of the country's higher education institutions (compared with 50% in the United States). In addition to being a key destination for international students, Portugal is also among the top places of origin for international students. All higher education students, both domestic and international, totaled 380,937 in 2005.
Portuguese universities have existed since 1290. The oldest Portuguese university was first established in Lisbon before moving to Coimbra. Universities are usually organized into faculties. Institutes and schools are also common designations for autonomous subdivisions of Portuguese higher education institutions, and are always used in the polytechnical system. The Bologna process has been adopted since 2006 by Portuguese universities and polytechnical institutes. Higher education in state-run educational establishments is provided on a competitive basis, a system of numerus clausus is enforced through a national database on student admissions. Scientific and technological research activities in Portugal are mainly conducted within a network of R&D units belonging to public universities and state-managed autonomous research institutions like the INETI - Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação. The funding of this research system is mainly conducted under the authority of the Ministry of Science, Technology and Higher Education. The largest R&D units of the public universities by number of publications which achieved significant international recognition, include biosciences research institutions like the Instituto de Medicina Molecular, the Centre for Neuroscience and Cell Biology, the IPATIMUP, and the Instituto de Biologia Molecular e Celular. Among the private universities, notable research centers include the Facial Emotion Expression Lab. Internationally notable state-supported research centres in other fields include the International Iberian Nanotechnology Laboratory, a joint research effort between Portugal and Spain. Among the largest non-state-run research institutions in Portugal are the Instituto Gulbenkian de Ciência and the Champalimaud Foundation which yearly awards one of the highest monetary prizes of any science prize in the world. A number of both national and multinational high-tech and industrial companies, are also responsible for research and development projects. One of the oldest learned societies of Portugal is the Sciences Academy of Lisbon.
Portugal made agreements with several European scientific organizations aiming at full membership. These include the European Space Agency (ESA), the European Laboratory for Particle Physics (CERN), ITER, and the European Southern Observatory (ESO). Portugal has entered into cooperation agreements with MIT (USA) and other North American institutions in order to further develop and increase the effectiveness of Portuguese higher education and research.
The Lisbon Oceanarium, the largest aquarium in Europe.Portugal is home to the largest aquarium in Europe, the Lisbon Oceanarium, and have several other notable organizations focused on science-related exhibits and divulgation, like the state agency Ciência Viva, a programme of the Portuguese Ministry of Science and Technology to the promotion of a scientific and technological culture among the Portuguese population,[21] the Science Museum of the University of Coimbra, the Museum of Natural History at the University of Lisbon, and the Visionarium.
With the emergence and growth of several science parks throughout the world which helped create many thousands of scientific, technological and knowledge-based businesses, Portugal started to develop several[22] science parks across the country. These include the Taguspark (in Oeiras), the Coimbra inovação Parque (in Coimbra), the Madeira Tecnopolo[23] (in Funchal), Sines Tecnopolo[24] (in Sines) and Parkurbis[25] (in Covilhã). Companies locate in the Portuguese science parks to take advantage of a variety of services ranging from financial and legal advice through to marketing and technological support.
[edit] Law
Main articles: Law of Portugal and Portuguese legal system
The Portuguese legal system is part of the civil law legal system, also called the continental family legal system. Until the end of the 19th century, French law was the main influence. Since then the major influence has been German law. The main laws include the Constitution (1976, as amended), the Civil Code (1966, as amended) and the Penal Code (1982, as amended). Other relevant laws are the Commercial Code (1888, as amended) and the Civil Procedure Code (1961, as amended). Portuguese law applied in the former colonies and territories and continues to be the major influence for those countries.
[edit] Religion
Main article: Religion in Portugal
The sanctuary of Fátima.Church and state were formally separated during the Portuguese First Republic (1910–26), a separation reiterated in the Portuguese Constitution of 1976. Portugal is a secular state. Other than the Constitution, the two most important documents relating to religious freedom are the 2001 Religious Freedom Act and the 1940 Concordata (as amended in 1971) between Portugal and the Holy See.
Portuguese society is overwhelmingly Roman Catholic. 84% of the population are nominally Roman Catholic, but only about 20% attend mass and take the sacraments regularly. A larger number wish to be baptized, married in the church, and receive last rites.[26]
Many Portuguese holidays, festivals and traditions have a Christian origin or connotation. Although relations between the Portuguese state and the Roman Catholic Church were generally amiable and stable since the earliest years of the Portuguese nation, their relative power fluctuated. In the 13th and 14th centuries, the church enjoyed both riches and power stemming from its role in the reconquest and its close identification with early Portuguese nationalism and the foundation of the Portuguese educational system, including the first university. The growth of the Portuguese overseas empire made its missionaries important agents of colonization with important roles of evangelization and teaching in all inhabited continents.
The country has small Protestant, Muslim, Christian Orthodox and Jewish communities, largely composed of foreigners.
[edit] Language
Main articles: Languages of Portugal and Portuguese language
The Lusophone world.Portuguese is the official language of Portugal. Mirandese is also recognized as a co-official language in several municipalities in northeastern Portugal. Portuguese is a Romance language that originated in what is now Galicia (Spain) and Northern Portugal. It is derived from the Latin spoken by the romanized Pre-Roman peoples of the Iberian Peninsula around 2000 years ago. In the 15th and 16th centuries, it spread wordwide as Portugal established a colonial and commercial empire (1415–1999). As a result, nowadays the Portuguese language is also official and spoken in Brazil, Angola, Mozambique, Cape Verde, São Tomé and Príncipe, Guinea-Bissau, East Timor, and Macau.
[edit] Culture
Main articles: Culture of Portugal, Portuguese literature, Music of Portugal, and Architecture of Portugal
Roman temple in the city of Évora.Portugal has developed a specific culture while being influenced by various civilizations that have crossed the Mediterranean and the European continent, or were introduced when it played an active role during the Age of Discovery. Portuguese literature, one of the earliest Western literatures, developed through text and song. Until 1350, the Portuguese-Galician troubadours spread their literary influence to most of the Iberian Peninsula.[27] Gil Vicente (ca. 1465 - ca. 1536), was one of the founders of both Portuguese and Spanish dramatic traditions.
Luís de Camões, Portuguese poet of the 16th century.Adventurer and poet Luís de Camões (ca. 1524–1580) wrote the epic poem The Lusiads, with Virgil's Aeneid as his main influence. Modern Portuguese poetry is rooted in neoclassic and contemporary styles, as exemplified by Fernando Pessoa (1888–1935). Modern Portuguese literature is represented by authors such as Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Sophia de Mello Breyner Andresen, and António Lobo Antunes. Particularly popular and distinguished is José Saramago, winner of the 1998 Nobel Prize for literature.
Portuguese music encompasses a wide variety of genres. The most renowned is fado, a melancholy urban music, usually associated with the Portuguese guitar and saudade, or longing. Coimbra fado, a unique type of fado, is also noteworthy. Internationally notable performers include Amália Rodrigues, Carlos Paredes, José Afonso, Mariza, Carlos do Carmo, Mísia, and Madredeus. One of the most notable Portuguese musical groups outside the country, and specially in Germany, is the goth-metal band Moonspell. In addition to fado and folk, the Portuguese listen to pop and other types of modern music, particularly from North America and the United Kingdom, as well as a wide range of Portuguese and Brazilian artists and bands.[28] Bands with international recognition include Blasted Mechanism and The Gift, both of which were nominated for an MTV Music Award. Portugal has several summer music festivals, such as Festival Sudoeste in Zambujeira do Mar, Festival de Paredes de Coura in Paredes de Coura, Festival Vilar de Mouros near Caminha, and Rock in Rio Lisboa and Super Bock Super Rock in Lisbon. Out of the summer season, Portugal has a large number of festivals, designed more to an urban audience, like Flowfest or Hip Hop Porto. Furthermore, one of the largest international Goa trance festivals takes place in central Portugal every two years, and the student festivals of Queima das Fitas are major events in a number of cities across Portugal. In the Classical music domain, Portugal is represented by names as the pianist Maria João Pires, and in the past by the great cellist Guilhermina Suggia. Notable composers include Luís de Freitas Branco and his student Joly Braga Santos, and Fernando Lopes-Graça. It has also a rich history as far as painting is concerned. The first well-known painters date back to the XV century – like Nuno Gonçalves - were part of the Gothic painting period. José Malhoa, known for his work Fado, and Columbano Bordalo Pinheiro (who painted the portraits of Teófilo Braga and Antero de Quental) were both references in naturalist painting.
Casa da Música (Music House), Porto.The 20th century saw the arrival of Modernism, and along with it came the most prominent Portuguese painters: Amadeo de Souza-Cardoso, who was heavily influenced by French painters, particularly by the Delaunays. Among his best known works is Canção Popular a Russa e o Fígaro. Another great modernist painter/writer was Almada Negreiros, friend to the poet Fernando Pessoa, who painted his (Pessoa’s) portrait. He was deeply influenced by both Cubist and Futurist trends. Prominent international figures in visual arts nowadays include painters Vieira da Silva, Júlio Pomar, and Paula Rego.
Traditional architecture is distinctive. Modern Portugal has given the world renowned architects like Eduardo Souto de Moura, Álvaro Siza Vieira and Gonçalo Byrne. Internally, Tomás Taveira is also noteworthy.
Since the 1990s, Portugal has increased the number of public cultural facilities, in addition to the Calouste Gulbenkian Foundation established in 1956 in Lisbon. These include the Belém Cultural Center in Lisbon, Serralves Foundation and the Casa da Música, both in Porto, as well as new public cultural facilities like municipal libraries and concert halls which were built or renovated in many municipalities across the country.
[edit] Cuisine
Pastéis de Nata (cream custards).Main articles: Portuguese Cuisine and Portuguese Wine
Portuguese cuisine is diverse. The Portuguese consume a lot of dry cod (bacalhau in Portuguese), for which there are hundreds of recipes. There are more than enough bacalhau dishes for each day of the year. Two other popular fish recipes are grilled sardines and caldeirada. Typical Portuguese meat recipes, that may take beef, pork, lamb, or chicken, include feijoada, cozido à portuguesa, frango de churrasco, and carne de porco à alentejana.
A glass of port wine.Typical fast food dishes include the francesinha from Porto, and bifanas (grilled pork), prego (grilled beef) or leitão (piglet) sandwiches which are well known around the country. The Portuguese art of pastry has its origins in ancient recipes of which pastéis de Belém (or pastéis de nata) originally from Lisbon, and ovos-moles from Aveiro are good examples. Portuguese cuisine is very diverse, with different regions having their own traditional dishes. The Portuguese have a cult for good food and throughout the country there are myriads of good restaurants and small typical tascas.
Portuguese wines have deserved international recognition since the times of the Roman Empire, which associated Portugal with their god Bacchus. Today the country is known by wine lovers and its wines have won several international prizes. Some of the best Portuguese wines are: Vinho Verde, Vinho Alvarinho, Vinho do Douro, Vinho do Alentejo, Vinho do Dão, Vinho da Bairrada and the sweet: Port Wine, Madeira Wine and the Moscatel from Setúbal and Favaios. Port Wine is well known around the world and the most widely known wine type in the world. The Douro wine region is the oldest in the world.
[edit] Sports and games
Main article: Sport in Portugal
Football is the most known, loved and played sport. The legendary Eusébio is still a major symbol of Portuguese football history and Luís Figo, Fernando Gomes and Cristiano Ronaldo are among the numerous examples of other world-class footballers born in Portugal and noted worldwide.
The Portuguese national teams, have titles in the FIFA World Youth Championship and in the UEFA youth championships. The main national team - Selecção Nacional - finished second in Euro 2004, reached the third place in the 1966 FIFA World Cup, and reached the fourth place in the 2006 FIFA World Cup, their best results in major competitions to date.
F.C. Porto, S.L. Benfica and Sporting C.P. are the largest sports clubs by popularity and in terms of trophies won, often known as "os três grandes" ("the big three"). They have a number of titles won in the European UEFA club competitions, were present in many finals and have been regular contenders in the last stages almost every season. Other than football, many Portuguese sports clubs, including the "big three", compete in several other sports events with a varying level of success and popularity, these may include basketball, futsal, handball, and volleyball. Portugal has a successful rink hockey team, with 15 world titles and 20 European titles, making it the country with the most wins in both competitions. The most successful Portuguese rink hockey clubs in the history of European championships are F.C. Porto, S.L. Benfica and Óquei de Barcelos.
Pavilhão Atlântico (Atlantic Pavilion), an indoor sports venue and concert hall in Lisbon.The national rugby union team made a dramatic qualification into the 2007 Rugby World Cup and became the first all amateur team to qualify for the World Cup since the dawn of the professional era. The Portuguese national team of rugby sevens has performed well, becoming one of the strongest teams in Europe, and proved their status as European champions in several occasions.
In athletics, the Portuguese have won a number of gold, silver and bronze medals in the European, World and Olympic Games competitions. Cycling, with Volta a Portugal being the most important race, is also a popular sports event and include professional cycling teams such as S.L. Benfica, Boavista, Clube de Ciclismo de Tavira, and União Ciclista da Maia. The country has also achieved notable performances in sports like fencing, judo, kitesurf, rowing, sailing, surfing, shooting, triathlon and windsurf, owning several European and world titles. The paralympic athletes have also conquered many medals in sports like swimming, boccia and wrestling.
Northern Portugal has its own original martial art, jogo do pau, in which the fighters use staffs to confront one or several opponents.
[edit] International rankings
[edit] Political and economic rankings
Political freedom ratings - Free; political rights and civil liberties both rated 1 (the highest score available)
Press freedom - 8th freest, at 2.00
GDP per capita - 34th highest, at I$22,677
Human Development Index - 29th highest, at 0.897
Income Equality - 59th most equal, at 38.5 (Gini Index)
Unemployment rate - 98th lowest, at 8.00%
Corruption - 28th least corrupt, at 6.5 on index
Economic Freedom - 30th freest, at 2.29 on index
[edit] Health rankings
Fertility rate- 188th most fertile, at 1.48 per woman
Birth rate - 167th most births, at 10.50 per 1000 people
Death rate - 52nd highest death rate, at 10.60 per 1000 people
Life Expectancy - 49th highest, at 77.87 years
Suicide Rate - 42nd highest suicide rate, at 18.9 for males and 4.9 for females
HIV/AIDS rate - 73rd most cases, at 0.04%
[edit] Other rankings
Global Peace Index - 7th highest (2008), out of 121 countries
CO2 emissions - 68th highest emissions, at 5.63 tonnes per capita
Electricity Consumption - 44th highest consumption of electricity, at 44,010,000,000 kWh
Broadband uptake - 21st highest uptake in OECD, at 11.5%
Beer consumption - 22nd highest, at 59.6 litres per capita
Wine consumption - 4th highest, at 53.0 litres per capita
Wine production - 11th highest, at 576,500 tonnes
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